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terça-feira, 19 de novembro de 2019

Filme #164 – Corina, Uma Babá Perfeita (Corrina, Corrina, 1994)

Ele terá de superar mais que a tristeza por um novo amor.

O compositor de jingles Manny Singer fica viúvo. A dificuldade em criar sua filha de sete anos o leva a contratar uma babá. Assim, chega em suas vidas a elegante, educada e bem humorada Corina, uma jovem recém formada mas desempregada por ser negra. A espirituosa babá logo conquista a simpatia da garotinha, mas quando se vê atraída pelo patrão, a situação se complica.

Corrina, Corrina, 1994

Assisti há anos no SBT no Cinema em Casa e um tempo desses consegui rever pela HBO Family. O filme se passa em 1959 e lá conhecemos Manny Singer (interpretado por Ray Liotta), um compositor de jingles, que acabou de ficar viúvo e que de uma hora para a outra se vê tendo que cuidar de Molly (interpretada por Tina Majorino), sua filha de sete anos, que acabou parando de falar devido ao trauma causado pela morte da mãe. Devido a seu luto e como lidar com a filha, Manny começa a procurar desesperadamente uma babá, devido a falta de tempo causado pelo seu trabalho. Com isso, entrevista vários candidatas e rejeita todas até encontrar Corina Washington (interpretada por Whoopi Goldberg), que se formou recentemente mas não consegue arrumar nenhum trabalho por ser negra. Quando ela começa o trabalho, se vê com uma grande missão que é se comunicar com Molly.

Ao longo do filme vemos a relação entre Molly e Corina evoluir de uma forma muito bonita, onde ela passa a ter a babá como sua "nova mãe" e confidente, o que acaba por nos brindar com ótimos momentos, não apenas das duas, mas também com os divertidos e carismáticos sobrinhos de Corina. Além disso, Corina e Manny começam a desenvolver uma forte amizade por terem coisas em comum, como o amor pelo jazz, já que a babá tinha o sonho de ser crítica musical. A cena de Molly e sua avó cantando Let It Shine em um determinado momento é apenas de partir o coração.

Entre mais coisas boas do filme, há um forte debate sobre o racismo nos EUA na década de 60, a descriminação e como um relacionamento interracial não era aceito na sociedade. Corina é negra e Manny e Molly judeus. O conflito está armado para se desarmar. A família frágil emocionalmente pela morte da mãe também é um ponto muito bem explorado. As consequências na personalidade de cada um são claras. O filme ganha o espectador pela sua simplicidade e também pelas excelentes atuações de Goldberg e da menina. É um clássico!

A canção ''Corrina Corrina'' de Ray Peterson inspirou o filme. A música teve regravações de Bob Dylan e Eric Clapton.


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