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quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Filme #159 – O Curioso Caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button, 2008)

A vida não é feita de minutos, mas de momentos.

A história de um homem que nasce com 80 anos de idade e envelhece "ao contrário". Um homem, como qualquer um, incapaz de parar o tempo. Esse é Benjamin Button. Um homem que nasce com 80 anos e vai rejuvenescendo com o tempo. Ao final da Primeira Guerra Mundial, em Nova Orleans, Button conhece sua amada, Daisy, e começará a viver as alegrias da vida e tristezas da morte.


Eu nasci em circunstâncias incomuns…

Assim começa o filme “O curioso caso de Benjamin Button”, adaptação do romance de 1920 de F. Scott Fitzgerald sobre um homem que nasce com mais de oitenta anos e vai rejuvenescendo com o passar do tempo. A história, nada convencional, inicia em 1918 – final da I Guerra Mundial – e segue até o século XXI. Para se ter uma ideia da “estranheza” da biografia de Benjamin Button, com dezoito anos ele tinha aparência de um homem de cinqüenta e aos setenta fazia peraltices como um garoto de dez anos.

Benjamin Button (no filme interpretado por Brad Pitt) é um bebê que nasceu com sérios problemas. A mãe faleceu logo após dar a luz, e o pai, ao vê-lo pela primeira vez, fica tão assustado que decide abandoná-lo na porta de desconhecidos. Mas lá mora uma alma caridosa, uma mulher que, mesmo não podendo ter filhos, sempre acreditou que realizaria este sonho. Ela percebe que aquela não é uma criança normal, e por isso chama um médico, que após analisá-lo, dá o seguinte diagnóstico: “certamente é um recém nascido, porém com todas as doenças de um velho de 80 anos – não deve sobreviver por muito tempo”. Mas, indo contra todas as expectativas, Ben decide viver. E a cada novo dia está melhor, mais vívido, mais jovem. E assim se dá a história do rapaz que nasceu velho e vai, pouco a pouco, rejuvenescendo.

O filme apresenta uma jornada tão incomum quanto emocionante, narrando a história de um homem diferente, das pessoas que cruzam seu caminho, dos amores que encontra e perde, das alegrias da vida e tristezas da morte e, principalmente, do que permanece além do tempo. A história parece absurda? Sim, mas aqui temos o excelente diretor David Fincher e a atuação impecável de Brad Pitt que traz a cada cena a energia e emoção na medida certa para cada idade representada.

Algumas pessoas nascem para se sentarem à beira do rio. Algumas são atingidas por raios. Algumas têm ouvido para a música. Algumas são artistas. Algumas nadam. Algumas vivem de botões. Algumas conhecem Shakespeare. Algumas… são mães. E algumas pessoas dançam.

Essa história, apesar de surreal, nos ensina a ver a vida de outro ângulo. Perfeito para refletirmos o quanto nos preocupamos com a aparência, mas, quando chega o fim temos que aceitar, por isso é melhor aproveitar todas as nuances da vida, porque tudo um dia se modificará, por mais que você tente dizer "não". Com certeza um dos filmes mais belos da década de 2000. Basta comovente e carregado de lições importantes sobre a vida. É tão envolvente que as quase 3h do filme passam rapidinho trazendo momentos inesquecíveis e um final arrebatador. Recomendo!
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