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sábado, 26 de outubro de 2019

Filme #157 – Pulp Fiction: Tempo de Violência (Pulp Fiction, 1994)

Você não conhecerá os fatos até ver a ficção.

Três histórias são apresentadas de forma não cronológica e se cruzam durante o filme. Em uma, conhecemos Vincent Vega e Jules Winnfield, dois mafiosos que devem fazer uma cobrança. Em outra história, Vincent deve levar a mulher de seu chefe para se divertir enquanto ele viaja, mesmo com todos os boatos que rodeiam o caso. Em outra, Butch Coolidge é um boxeador que deve lutar em um combate com vencedor pré-definido, mas que surpreende a todos, vence e foge com o dinheiro da luta para provar o seu valor, sendo perseguido logo após.



Pulp ou pulp fiction revista pulp, ou, ainda, revista de emoção, são nomes dados, a partir do início da década de 1900, às revistas feitas com papel barato, fabricado a partir de polpa de celulose.

- Wikipedia


É importante observar que a pulp fiction surgiu em 1896 nos EUA como uma opção de leitura e diversão para uma grande massa de trabalhadores que emigrava do campo para a cidade, formando o que seria chamado de sociedade de massas (o salário médio de um operário era de 7 dólares semanais e o preço dos pulps não pesavam no bolso).

Quentin Tarantino dirige esta homenagem à literatura pulp dos anos 40, contando uma história que envolve um gângster, um boxeador e dois assassinos profissionais. 

Vincent (interpretado por John Travolta) e Jules (interpretado por Samuel L. Jackson) são dois homens de confiança de um poderoso gângster chamado Marcellus (interpretado por Ving Rhames). O filme mostra uma noite e um dia na vida desses dois personagens ao mesmo tempo em que suas histórias se cruzam com a de um boxeador fracassado chamado Butch (interpretado por Bruce Willis). Nada mais são do que 4 contos em que violência e valores morais são discutidos.


John Travolta e Samuel L. Jackson em cena de Pulp Fiction, respectivamente.

Um dos grandes trunfos dos filmes de Tarantino são os diálogos. Sempre recheados de um humor negro bem interessante, Tarantino faz com que nós pensemos em muitos fatos considerados por nós como senso comum. Além disso, cada personagem é único per se: Jules sempre cita uma passagem do livro de Ezequiel antes de matar alguém, Butch tenta controlar o seu temperamento forte ao mesmo tempo em que lida com sua frágil e doce namorada Fabienne (interpretada por Maria de Medeiros), Wolf (interpretado por Harvey Keitel) é um bandido à moda antiga. O roteiro do filme revela o que existe de melhor e o de pior nas pessoas. Ainda temos Uma Thurman. Ela está muito à vontade no papel de Mia e a cena dela tendo uma overdose fala tudo sobre a personagem. Acredito que esse papel de mulher fatal a la Nikita caiu bem para ela, assim como vimos em Kill Bill (ainda não comentei no blog esse filme).

O filme é incrível e a forma como Tarantino nos conduz durante toda a narrativa não direto é simplesmente incrível e muito inovadora para a época em que o filme foi lançado. Além disso, o elenco de peso dá um toque especial. É claro que Pulp Fiction atravessou o universo cinematográfico e passou a fazer parte da cultura pop. Definitivamente é um dos clássicos que precisa ser assistido. Recomendo!
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Um comentário

  1. Quem vai ver um filme de Tarantino tem que ir preparado para ver violência.
    É a imagem de marca.
    Aquele abraço, boa semana

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