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sábado, 26 de outubro de 2019

Filme #155 – A Espiã (Zwartboek, 2006)

Para combater o inimigo, ela deve se tornar um deles.

É final do verão de 1944, e quando o esconderijo da linda cantora judia Rachel Steinn é acidentalmente bombardeado por aviões de guerra, ela decide se unir a um gripo de refugiados judeus para escapar para o território aliado. O barco onde eles estavam é interceptado por uma patrulha alemã e todos são selvagemente mortos, e apenas Rachel escapa. Ela entra para a Resistência, já com o nome Ellis de Vries, e se torna amiga de um alto oficial alemão chamado Müntze, que acaba por oferecê-la um emprego. Quando um plano da Resistência - que envolve Ellis - de resgatar camaradas aprisionados vai terrivelmente errado, ela é acusada de traição pela resistência e pelos alemãos. Um flashback reconta a trajetória da moça, uma ex-cantora durante os últimos anos do conflito entre nazistas e aliados.

A Espiã (Zwartboek, 2006)

Tô ainda sem palavras para dizer sobre esse filme, mas vou tentar. A história é sobre a judia Rachel Stein (interpretada por Carice van Houten). Para se infiltrar junto aos alemães, a moça se transforma na cantora Ellis de Vries, quando se torna espiã para a Resistência. Aos poucos o espectador percebe a coragem da personagem e a força para lidar com a perda de tantos familiares e amigos próximos, além da garra de vencer naquilo que lhe foi proposto e confiado.

Filme europeu, produzido na Holanda, falado em alemão e em algumas vezes em um dialeto holandês. A Espiã é a prova que não é preciso ser uma produção americana para se contar uma excelente história. Realizado pelo competente cineasta holandês Paul Verhoeven, “A Espiã” é um filme que combina gêneros os mais diversos como guerra, romance, drama, história, ação e suspense, tudo contado com maestria.

Carice Van Houten interpreta Rachel/Ellis

A atriz Carice van Houten, que vive Rachel/Ellis que também interpretou Melisandre em Game of Thrones, tem uma atuação impecável. No início, ela aparece como uma personagem ingênua, delicada… depois surge como um vulcão… atraente, pronta para derrubar um por um com as suas curvas de dar inveja a qualquer mocinha! Incrível, adorei! Olha, poucas atrizes têm esse poder na tela. Muito sensual ao mesmo tempo com um olhar doce e inocente. Ela lembrou aquelas atrizes de primeira linha de Hollywood dos anos 40/50. 

Destaque também para a trilha sonora que te envolve mais ainda na trama. Muito melhor do que aparenta. Depois que o filme termina, você se pega pensando em várias coisas e percebe um infinito de sutilezas que não apareceram à primeira vista devido a tantas reviravoltas na história. É incompreensível um filme tão bom, não ter sido devidamente divulgado ou nem sequer ter sido indicado ao Oscar, porém durante o Festival de Cinema Neerlandês de 2008, o filme foi eleito o melhor filme de todos os tempos. Vale realmente a pena assistir recomendo!
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