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quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Minha Memória de Séries #51 – Merlin

Tem uns 8 ou 7 anos atrás que conheci a série Merlin. Acredito que comecei a assistir pelo Sony Spin, na época a série ia ao ar no horário nobre do canal. Guardei um carinho pela série e pelo seus personagens. Tem uma história cativante que me envolveu desde os primeiros episódios, comecei a rever a série pela Netflix e senti a emoção de outrora. Então, nada mais justo do que escrever sobre ela neste post #51 do Minha Memória de Séries.

Merlin foi produzida e exibida pela BBC, com estreia em 2008. Com 5 temporadas, a última em 2012, Merlin arrastou milhares de fãs pelo mundo, e deixou outros milhares mesmo após seu fim. Sim, eu me encontro entre estes fãs, eu acabei conhecendo a série quando a mesma já estava sendo finalizada. Mas nunca é tarde para começar acompanhar uma boa série, né?

Merlin

A hora mais sombria é pouco antes da alvorada da idade da magia.

Toda magia tinha sido banida do reino de Camelot por ordem de Uther Pedragon (interpretado por Anthony Head, sim o eterno Gales de Buffy, the Vampire Slayer), que havia aprisionado o último dragão poderoso no grande castelo. Foi nesse mundo perigoso que o jovem Merlin (interpretado por Colin Morgan) chegou para trabalhar com o médico da corte Gaius (interpretado por Richard Wilson). Quando Merlin se tornou o escudeiro do jovem príncipe Arthur (interpretado por Bradley James), começou a ser forjada a maior lenda de todos os tempos.

Após várias tentativas fracassadas, a BBC finalmente produziu para a TV uma nova visão sobre a lenda de Merlin, o mago, e Arthur, o maior rei da Inglaterra. Era épica, mas não sombria, e o elenco jovem e a trama ágil eram complementados com efeitos visuais impressionantes para atrair um público familiar lucrativo. O ator Colin Morgan ficava perfeito como Merlin; seu jeito marcante e desajeitado dava um contraste com o belo e forte Bradley James como o jovem e futuro rei. Merlin encarava seu destino instruído pelo último dragão (dublado na versão original por John Hurt) e, muitas vezes, enfrentava grandes perigos para proteger Arthur.

Quem acompanha séries britânicas sabe do cuidado que eles possuem com a qualidade das histórias, (os efeitos visuais deixam a desejar) e que muitas vezes elas possuem um ritmo bem diferente das típicas séries estadunidenses. É possível que algumas pessoas estranhem alguns pontos do roteiro, como o humor e os efeitos, por exemplo, no entanto não deixa de ser uma trama envolvente, linda e emocionante do primeiro até seu ultimo episódio, que levou muita gente às lágrimas.

Apesar de ter apenas cinco temporadas, é possível ver como a história evolui em cada um de seus personagens. Merlin começa como um menino acanhado, introvertido pelo fato de ter que esconder suas habilidades por medo; já Arthur é um típico príncipe “playboy”, arrogante e convencido, mas que possui um senso de justiça e compromisso com seu povo, o que vai se destacando com o decorrer da série. Temos também Guinevere (interpretada por Angel Coulby), o grande amor do futuro rei, e que na série é apenas uma serva. Destaque para como o sentimento entre os dois é desenvolvido de uma maneira sutil e delicada, sem apelações. E, segundo a minha humilde opinião, uma das personagens que mais evoluiu na série, Morgana (interpretada por Katie McGrath). A famosa bruxa é a principal desavença de Arthur e Merlin na história original e não poderia ser diferente na série. Ela inicia a história como a protegida do pai de Arthur, e com um coração inclinado a ajudar a todos. É até difícil pra quem começa a assistir imaginar Morgana como vilã, mas não se enganem. Ela dá um show de como ser consumida pelo ódio e ressentimento, tornando-se a principal antagonista.

A série Merlin conseguiu misturar romance, jornadas épicas, criaturas mágicas, aventura e o destino em um formato moderno e divertido. As cinco temporadas foram elogiadas pela crítica e tiveram bons índices de audiência apesar da forte concorrência na terra natal. O último episódio foi divido em duas partes, conseguiu concluir a origem da maior lenda do mundo com estilo, mas o público internacional dedicado espera que Merlin e Arthur cavalguem juntos para a batalha novamente algum dia.

Se você quiser assistir uma série recheada de monstros dragões e todos os seres místicos que já se ouviu falar. Tudo isso, é claro, sempre remetendo à história original, sem perder a essência, mas trazendo um contexto diferente, recomendo muito começar com Merlin. Até mais!
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3 comentários

  1. Já adicionei ela pra assistir. Bela resenha.
    Bom restante de semana!

    O blog JOVEM JORNALISTA retornou do HIATUS DE INVERNO com dois posts interessantes.

    Até mais, Emerson Garcia

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  2. Olá

    Não sabia que era também do Maranhão *_*
    Estou com Merlin na lista da Netflix e acho que vou começar hoje mesmo.
    Você mora em São Luís?

    Beijos
    https://alquimialiteraria1.blogspot.com/

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  3. Eu adorava ver esta série, mas deixou de dar no canal onde passava cá em Portugal já há uns bons anos e acabei por nunca acabar de ver...

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