Para Ler, Ver e Ouvir!

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Filme #153 – Simples Como Amar (The Other Sister, 1999)

Uma história de amor para os românticos.

Após estudar em uma escola para pessoas com problemas mentais, Carla volta para a casa de seus pais em São Francisco. Os pais precisam, agora, lidar com a crescente independência da filha, que pretende ir para a faculdade, morar sozinha e namorar.

Assisti o filme ''Simples como Amar'' em 2007 no Supercine da Globo e até hoje nunca esqueci, bons tempos que ainda dava para encontrar algo legal pra ver num sábado a noite na TV aberta.

Simples Como Amar (The Other Sister, 1999)

O filme traz a história de uma adolescente chamada Carla Tate (interpretada por Juliette Lewis) com deficiência cognitiva. Na sua infância devido alguns problemas na escola, seus pais, tem dificuldades em lidar com o comportamento apresentado no dia a dia. Devido a essas dificuldades, sua mãe Elizabeth (interpretada por Diane Keaton) decide interna-la em uma escola especial. Após alguns anos Carla retorna para casa. Elizabeth ainda encontra dificuldades para lidar com ela. Carla se entristece e volta ao colégio, onde passou sua infância, seus pais vão busca-la. Porém, dessa vez Carla volta com a ideia de estudar em uma escola normal, de início seus pais recusam, mas com o conselho do diretor de sua antiga escola, decidem deixa-la estudar para conquistar sua independência. Carla logo conhece Danny (interpretado por Giovanni Ribisi), um garoto com a mesma deficiência e se tornam amigos. Com a nova amizade ela decidi morar sozinha, sua mãe que a sufoca todo tempo querendo protegê-la, não concorda, mas com o apoio do restante da família ela permite. Carla agora tem uma oportunidade para superar e mostrar suas capacidades. Em pouco tempo Carla e Danny descobrem que estão apaixonados, começam a namorar e desejam se casar. Sua mãe não concorda achando que Carla não está pronta para a responsabilidade, porém mesmo assim ela vai em busca dos preparativos e se casa com Danny. Sua mãe então, compreende que apesar da deficiência, sua filha pode ter uma vida normal.

O filme é de uma sensibilidade única, alternando em uma comédia sem malicia, romance sincero e mesclando com um assunto sério. Me impressiona ao assistir o filme, é perceber os obstáculos que colocamos em nossa frente, dos limites que nós mesmos criamos, sendo assim, dificultamos o desenvolvimento de um sentimento maior. É um filme que faz você refletir sobre o amor, aquele amor que você julga impossível, e de repente você percebe que as coisas podem ser mais simples do que parecem, simples como amar.

É óbvio que pessoas com habilidades diferentes também amam, casam e fazem a vida na maioria dos casos de forma independente. Mostra que, independentemente da condição, quando você ama e tem plena consciência de que deseja apoiar e estar com alguém, não há poder humano capaz de se afastar.

Apesar de Carla ter o retardo mental e sua vida inteira foi comparada à mãe e às duas irmãs, superprotegendo e subestimando-a; acreditando que ela é incapaz de terminar seus estudos, se tornar independente e se apaixonar. Tudo isso muda quando Carla se apaixona por Daniel, um garoto com habilidades diferentes, assim como ela e Carla tomará a decisão de mostrar à mãe o quão errada ela está.

É justamente essa bela demonstração de que pessoas especiais podem conseguir viver igual como qualquer outra pessoa, eles tem todo o direito de amar e ser felizes. Porém muitas vezes elas tem algumas barreiras que costumam impede de viver como todos da sociedade, gerada normalmente por preocupações dos familiares. Recomendo o filme a todos!
SHARE:

Nenhum comentário

Postar um comentário

Blog Layout Designed by pipdig