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quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Filme #145 – A Lista de Schindler (Schindler's List, 1993)

Quem salva uma vida, salva o mundo inteiro.

Baseado em uma história real do alemão Oskar Schindler, que viu na mão-de-obra judia uma solução barata e viável para lucrar com negócios durante a guerra. Com sua forte influência dentro do partido nazista, foi fácil conseguir as autorizações e abrir uma fábrica. O que poderia parecer uma atitude de um homem não muito bondoso transformou-se em um dos maiores casos de amor à vida da História, quando este alemão abdicou de toda sua fortuna para salvar a vida de mais de mil judeus, em plena luta contra o extermínio alemão.

 A Lista de Schindler (Schindler's List, 1993)

O filme inicia com uma oração do Shabat. Uma vela se apaga e sua fumaça sobe, cortando para a fumaça do trem. Nesse caso, temos a representação da morte.

Lançado em 1993 com direção de Steven Spielberg, o filme traz a história do alemão Oskar Schindler (interpretado por Liam Neeson), um afiliado ao Partido Nazista que chega à cidade de Cracóvia para abrir uma fábrica de panelas para o exército. Em seu negócio, Schindler começa a utilizar mão de obra escrava dos judeus pois, sem precisar gastar com os salários dos operários, ele espera conseguir lucrar muito com as vendas.

Entretanto, com o passar do tempo, Schindler se comove com a tristeza daquele povo e passa a utilizar a fábrica como um meio de salvá-los de serem enviados para os campos de concentração de Auschwitz, onde seriam incinerados. Sendo assim, transforma a fábrica em uma indústria de armamento para as tropas nazistas, o que justifica a permanência dos trabalhadores nela.

Itzhak Stern (interpretado por Ben Kingsley) é um judeu que começa a colaborar com Schindler na administração da fábrica, que também acaba ajudando a falsificar documentos para retirar do caminho dos campos de concentração muitas pessoas, alegando serem "essenciais para o trabalho".

É nesse contexto que somos apresentados a Amon Göth (interpretado por Ralph Fiennes), o Tenente da SS que é enviado a Cracóvia para supervisionar a construção de um Campo de Concentração - o qual retira todos do Gueto e os leva para lá. Oskar Schindler faz uma "amizade" com Göth, subornando-o sempre que necessário para conseguir privilégios em relação a seus trabalhadores. Ele inclusive suborna Amon para que este lhe dê permissão de construir um campo de concentração dentro de sua fábrica, para que os judeus não precisem ficar no "vai e vem" todo dia. Amon Göth era o mal em figura de gente. 

 A Lista de Schindler (Schindler's List, 1993)
Há cenas extremamente fortes, mas necessárias ao contexto e aos olhos de cada um que assista ao filme. A crueldade expressa no longa traz à tona tudo o que a humanidade um dia pode esquecer. É interessante notar a evolução de Schindler, inicialmente pensando somente em lucrar e depois, quando se vê inserido no contexto nazista, o filme mostra perfeitamente suas ações tomadas inteiramente no coração. Diversas frases e cenas marcam este filme, que provavelmente viverá para sempre, como um verdadeiro “livro de história”.

Esse filme, de mais de três horas de duração, levanta também um questionamento: até onde a maldade humana pode chegar? Ele não corta as cenas quando alguém toma um tiro. Ele mostra as coisas como são, nuas e cruas, sem censura alguma. Aliás, é isso mesmo que tenta mostrar, cada condição passada pelos judeus, o sofrimento que causou tudo isso. Isso é história, porque faz refletir mais sobre o que alguém pode fazer a troco de uma ideia doentia.

O filme A Lista de Schindler é baseado no romance homônimo publicado em 1982 por Thomas Keneally sobre Oskar Schindler (1908-1974), um industrial alemão, que durante a Segunda Guerra Mundial salvou 1200 judeus da morte. 

No final, a cena quando Schindler vê quantas pessoas salvou e pensa que poderia ter salvo ainda mais, é emocionante. Enfim, acredito que falta muito ainda o que falar desse filme. Só sei que é uma obra-prima atemporal. É uma parte da história da humanidade. É tantas coisas que nem sei dizer. É um impacto. É um filme definitivo sobre o Holocausto. Um trabalho como esse não altera o passado, mas com certeza pretende impedir que as atrocidades se repitam em um futuro qualquer. Recomendo!
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4 comentários

  1. Realmente é um filme que todos deveriam ver
    Abraços
    https://focadasnoslivros.blogspot.com/

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  2. Este filme deve ser impactante, vou assistir
    Beijos ♡ Blog | Instagram | Youtube

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  3. Um grandioso filme.
    Boa semana!

    O blog JOVEM JORNALISTA está em HIATUS DE INVERNO, de 20 de julho à 29 de agosto. Mas tem post novo. Nesse período comentaremos nos blogs amigos.

    Até mais, Emerson Garcia

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