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segunda-feira, 22 de julho de 2019

Minha Memória de Séries #50 – One Tree Hill (Lances da Vida)

Demorou, mas chegou. Um post só sobre One Tree Hill aqui no blog. Uma das melhores séries que assisti na minha adolescência. Uma série que fala sobre amores e perdas adolescentes numa cidade pequena, abordando vários temas, como amor, amizade, rivalidades e traição, e explora as razões por trás deles. Por anos foi ao ar no SBT com o nome de ''Lances da Vida'' em diversos horários, impossibilitando acompanhar na sequência. Agora revendo a série mais velho vi o quanto era uma série mais profunda comparado a outras destinadas ao mesmo público, no caso os mais jovens. 

Apesar da paixão pelo basquete, aparentemente Lucas e Nathan são dois jovens com poucas coisas em comum — exceto pelo nebuloso segredo de que os dois têm o mesmo pai. Situada na cidade fictícia de Tree Hill, Carolina do Norte, os meios-irmãos Lucas (interpretado por Chad Michael Murray) e Nathan (interpretado por James Lafferty) inicialmente eram rivais dentro e fora das quadras de basquete. Aos poucos os dois ficam amigos, enfrentando lado a lado os intermináveis dramas do mundo escolar adolescente — crimes com armas, gravidez, assassinato e uso de drogas são apenas alguns.

Arrogante e seguro de si, Nathan é o astro do time de basquete da escola e faz parte da mais rica família da cidade. Tímido e facilmente manipulado, Lucas é um solitário e filho único de uma mãe solteira que tem que trabalhar para manter sua casa. Ele sempre manteve distância de Nathan. Mas as vidas deles colidem quando uma reviravolta do destino põe Lucas no time de Nathan.

One Tree Hill

O rumor que cercou os rapazes desde suas infâncias agora começa a se tornar realidade, quando os meio-irmãos competem não só pelo controle na quadra de basquete, mas também pelo coração da bela Peyton (interpretada por Hilarie Burton), a namorada de Nathan. 

Isso inicia um conflito que estava escondido por anos, e os dois terão que lutar contra o que eles realmente são, e um pai que decidiu ficar ao lado de apenas um filho, enquanto ignorava a existência do outro. Logo, Lucas e Nathan descobrem que eles têm mais em comum do que poderiam imaginar. 

Ao ser convidado para se juntar aos Ravens, time de basquete da Tree Hill High, escola onde estuda, Lucas tem de lidar com a pressão do pai e o temperamento forte do irmão Nathan. Além de se apaixona por Peyton Sawyer, namorada do irmão e cheerleader (líder de torcida) do time. Para piorar, Brooke Davis (interpretada por Sophia Bush), melhor amiga de Peyton, se apaixona pelo jovem. Nathan usa Haley (interpretada por Bethany Joy Galeotti), melhor amiga de Lucas, como alvo para atingir o garoto. Porém, seus planos dão errado, e ele acaba se apaixonando pela moça. Lutando pela aceitação do pai e enfrentando brigas com o irmão, Lucas tem de equilibrar sua vida emocional com o basquete.

Depois de passarem quatro temporadas nos últimos dois anos do ensino médio, os atores estavam exponencialmente mais velhos que suas contrapartes adolescentes, então de repete a série saltou quatro anos à frente. Isso fez com que a trama desviasse do difícil ensino médio para a transição para a faculdade, o que costuma ser retratado em programas para adolescentes em que os personagens inexplicavelmente resolvem permanecer em sua cidade de origem. A mudança de foco para os personagens em sua volta a Tree Hill, incertos sobre o que fazer depois da formatura, possibilitou que a série pintasse um retrato realista das dificuldades enfrentadas por milhares de jovens no ''mundo real''. A série foi meio reinicializada, ganhando novos personagens e com alusões a acontecimentos dos quatro anos não mostrados, dando oportunidade de os personagens mudarem, crescerem e amadurecerem depois de terem concluído o ensino médio.

Deixando de ser considerada teen na quinta temporada, quando a temática sobre o basquete e problemas adolescentes diminuem. A medida que os personagens crescem e o tempo passa, a storyline baseia-se em problemas adultos: Emprego, gravidez e relacionamentos frustrados, além de explorar temas polêmicos sobre anorexia, abandono, adoção, drogas e bebida. E aí que melhora ainda mais o enredo. Temos uma trama mais madura muito boa de se acompanhar.

A série continuou brincando com o tempo, sempre de forma criativa, com o episódio final da oitava temporada acontecendo por volta de 15 anos depois do começo da série em 2003. One Tree Hill foi também uma das primeiras séries a adotar a mídia interativa, permitindo que os espectadores determinassem os rumos da história desde a segunda temporada.

One Tree Hill

Criada por Mark Schwahn, a série teve sua exibição original de 2003 a 2012. Mesmo sem grande audiência e sem prêmios notáveis, a série se manteve por 9 anos na TV americana, com público fiel, e em sua grande maioria, jovem. No fim de sua última temporada, One Tree Hill foi finalizada com um total de 187 episódios.

Um dos episódios sem dúvidas inesquecíveis foi da terceira temporada, episódio 16 ''With Tired Eyes, Tired Minds, Tired Souls, We Slept''. Neste controverso episódio, One Tree Hill abordou o tema de bullying e tiroteios nas escolas de forma sensível e matizada. A mensagem que esse episódio traz é muito real e reflexiva, achei ótimo, apesar de ser um episódio bem triste.

O estranho em One Tree Hill é que quando se lê a sinopse ela parece ser uma história completamente comum, até meio sem graça, mas conseguiu conquistar fãs extremamente fiéis, que faziam campanhas na internet pela renovação da série, e continua revendo os episódios até hoje só para matar a saudade (estou falando por experiência própria). Talvez a explicação para isso seja o fato de que muitos se identificavam com as situações e personagens, se importando e sofrendo com eles, ou sorrindo e comemorando suas conquistas como se fossem as de um grande amigo, ou talvez sejam as citações que transformavam o texto do seriado em uma linda lição de vida. Bom, seja o que for, os telespectadores sempre quiseram conhecer Tree Hill, afinal "There's only one Tree Hill, and it's your home" (só quem viu  o programa entendeu essa referência, mas tudo bem). É por isso que acho que o nome original da série faz muito mais sentido do que a traduzida, o trocadilho com a palavra lances pode fazer sentido, e até ficar engraçadinho nas primeiras temporadas, mas conforme a narração vai ficando maior do que "dois irmãos que jogam basquete", ele para de fazer sentido.


Não posso esquecer de mencionar a música tema "I Don't Want To Be" do Gavin Degraw que esteve na série nas primeiras temporadas, inclusive o próprio fazendo uma participação especial no final da série. Muito bom!

Encerro com a clássica abertura da série, contendo a cena do Lucas batendo a bola de basquete na ponte. Impossível de se esquecer. Até mais!
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Um comentário

  1. Uma série memorável mesmo. Já adicionei aqui pra ver algum dia.
    Boa semana!

    Jovem Jornalista
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    Até mais, Emerson Garcia

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