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quarta-feira, 3 de julho de 2019

Meus Discos #09 – CD “Empty” Tait

Já não é novidade pra mais ninguém. Em meados de 1999/2000, os três integrantes do grupo de grande sucesso, dc Talk, encabeçados por Kevin Max, Toby Mckeehan e Michael Tait. Eles se separaram para cada qual seguir sua carreira solo. 

"Empty" é o primeiro disco daquela então 'nova' fase para Michael Tait. Acho que a primeira canção deste álbum que ouvi na vida foi a própria ''Empty'' assistindo Dawson's Creek (isso mesmo, a música tocou em um dos episódios).

O nome da banda, Tait, é na verdade uma homenagem ao pai de Michael e não tem nenhum caráter egocêntrico. O som da banda é um rock contemporâneo com algumas coisas de funk e soul (bem poucas por sinal). Mais ou menos como um Lenny Kravitz batido com leite e açúcar.

De cara você ouve "Alibi", uma canção escrita por Michael e Pete Stewart, ex-guitarrista da banda, ex-Grammatrain e também vocalista na banda The Accident Experiment, juntamente com Marcos Curiel, ex-POD. Alibi é, senão a mais forte, uma das canções mais fortes do disco, com uma pegada forte dizendo que temos que prosseguir nos livrando das coisas que nos atrapalham em nossa caminhada com Deus.

"Loss for Words" é uma balada energética e vem dizer que somente a palavra de Deus traz vida. "Bonded" já tenta ser um pouco mais funk e podia ser facilmente uma música do Audio Adrenaline.

Em seguida você ouve "All You Got", música escrita em parceria com Toby McKeehan ou TobyMac, o 3º elemento do dc Talk, e ela fala sobre os momentos difíceis que passamos em nossas vidas. "Spy" tem este ar meio James Bond, usando elementos da música dos anos 70. 

A canção "Talk About Jesus" ataca a discrepância que muitas vezes existe entre o nosso discurso como cristãos e aquilo que realmente vivemos. "American Tragedy" fala sobre preconceito e orgulho. "Looking for You" é uma balada que exalta o nome de Deus.

"Altars", uma prece de salvação. "Tell Me Why" traz uma bagagem mais soul/disco e questiona se a vida é só o sofrimento ao qual estamos expostos todos os dias. Depois você ouve "Carried Away" que chega até a lembrar um swing no início e é uma das faixas mais legais. 

"Empty", a faixa que dá título ao disco, diz que nem fama, sucesso, dinheiro, e etc, podem preencher o nosso vazio. Somente Jesus nos preenche por completo. É uma bela canção e certamente se destaca das demais. E pra fechar o disco, você ouve "Unglued", uma canção de letra muito profunda que aborda o impacto que uma pessoa pode causar em nossa vida. Mas não dê pause no play quando a musica acabar, aguarde e você poderá ouvir uma "jam session" muito louca, liderada por Pete Stewart nas guitarras. No geral, as canções são interessantes mas não trazem nenhuma novidade, nenhum impacto mais profundo. Já as letras são muito belas e profundas, fáceis de entender, porém inteligentes, sempre com mensagens de edificação pra sua vida. Ótimo CD pra ser apreciado por qualquer fã de boa música cristã contemporânea.

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