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quarta-feira, 31 de julho de 2019

Filme #132 – Voltando a Viver (Antwone Fisher, 2002)

Lute contra o medo. Enfrente a verdade. Abrace a vida.

Muitas vezes pensamos que as oportunidades de vencer na vida são restritas. Tantas outras nos sentimos infelizes por acharmos que não conseguimos aproveitar uma ou outra chance que tivemos. Na maior parte dos casos, as pessoas costumam a atribuir o fracasso a fatores externos, não relacionados diretamente a seu próprio desempenho, formação ou força de vontade. É isso que nos leva a refletir o filme ''Voltando a Viver'', um relato, da necessidade que temos de resolver o nosso passado para poder seguir em frente. Mostrando que nada deixa o homem mais doente do que o abandono da própria família e revelando que ela é importante para cada um de nós. Que o sentimento de ódio, raiva, angústia é capaz de nos afogar no poço sem fundo da solidão, se assim permitirmos.

"Voltando a Viver" (Antwone Fisher, no original), é dirigido e estrelado pelo talentoso Denzel Washington, que nos conta a história de um jovem que colocava como obstáculo a seu sucesso a infeliz história familiar durante sua infância. Lembro que assisti numa madrugada na Rede Globo depois que faltou energia no meio da noite. Ah energia voltou e eu acabei ligando a TV e assistindo ao filme, de certa forma permaneceu na minha memória por anos, até ter uma oportunidade de assistir novamente.

Voltando a Viver (Antwone Fisher, 2002)

O filme é inspirado por uma história verídica, com o verdadeiro Antwone Fisher creditado como o roteirista, baseado em sua autobiografia escrita no livro Finding Fish. O protagonista da história é um jovem marinheiro com um temperamento explosivo e violento. Interpretado pelo até então desconhecido ator Derek Luke, Antwone Fisher (que dá nome ao título original do filme) é encaminhado para se tratar com Dr. Jerome Davenport, um psiquiatra vivido por Denzel Washington. A princípio, Antwone se mostra resistente em falar sobre si e das pessoas que fizeram parte de sua vida, mas aos poucos vai se abrindo e revelando seu passado. Abandonado pela mãe, quando ainda era uma criança – e mudando de orfanato a orfanato – o protagonista acaba adotado por um casal. Ao contrário do que imaginava , ao invés de ganhar carinho e atenção dos novos pais, Antwone sofre agressões sucessivas e abusos da nova família. Como parte do tratamento, o psiquiatra aconselha que o jovem marinheiro retorne à casa onde viveu com seus pais adotivos , afim de encarar seus traumas e seus medos de frente.

Ao dar de cara com Antwone, sua mãe postiça o trata com se ainda fosse o menino oprimido do passado, mas se assusta ao perceber que o rapaz olha firmemente em seus olhos e descarrega tudo o que teve medo de dizer durante todo o período em que morou com ela. Decidido a encontrar algum parente de sua falecida mãe biológica, o protagonista pressiona a mulher que o criou e ela acaba revelando algumas informações que podem ajudá-lo na busca por seus familiares.

Voltando a Viver (Antwone Fisher, 2002)
Ao chegar à cidade natal de sua genitora, Antwone acaba conhecendo alguns de seus parentes, como tias e primos, e um desses entes revela que Eva May – sua verdadeira mãe – ainda está viva e morando na cidade. Após muito pensar, o rapaz vai à casa da mulher que o trouxe ao mundo. Numa das melhores cenas do filme, Antwone, com os olhos marejados, encara Eva May e a questiona sobre o abandono.

Antwone é um cara que tinha tudo pra dar errado, sofreu diferentes tipos de abuso a vida toda e de alguma forma teve forças pra se reerguer. É um belíssimo exemplo de superação e força de vontade. “Voltando a viver” trata de superação, determinação e coragem. O que Antwone viveu poderia ter acontecido com qualquer um de nós. Enfrentar nossos medos não é tarefa das mais fáceis, é necessário valentia para poder vencê-los e não deixar que esses medos se tornem uma espécie de cela sem portas. Sem dúvidas, nos enche de esperança e coragem para mudar. Recomendo!
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