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quarta-feira, 31 de julho de 2019

Filme #130 – Grease: Nos Tempos da Brilhantina (Grease, 1978)

Brilhantina, rebeldia e rock'n'roll

No verão da década de 1950, os jovens Danny e Sandy vivem um amor de férias. Porém, quando ela se matricula na escola Rydell e reencontra Danny, ele age com indiferença para manter sua fama com os amigos. Agora ele vai tentar reconquistá-la em meio a muita música.

Grease: Nos Tempos da Brilhantina (Grease, 1978)

“Grease, nos tempos da brilhantina” é um musical baseado numa peça teatral de Jim Jacobs e Warren Casey. Com roteiro de Bronte Woodart e Allan Carr e direção de Randal Kleiser. Foi lançado no ano de 1978 e conta a história de Sandy (interpretada por Olívia Newton-John) e Danny Zuko (interpretado por John Travolta). Um casal de adolescentes dos anos 50 que se conheceram durante as férias de verão, mas tiveram que se separar, pois ela tinha que voltar para a Austrália. Algumas mudanças de plano acontecem, e Sandy permanece nos Estados Unidos, indo estudar, coincidentemente, na mesma escola que Danny. Assim como uma típica escola secundarista dos Estados Unidos, existem “grupinhos”. As Pink Ladies, lideradas por Betty Rizzo (interpretada por Stockard Channing), e os T-Birds, comandados por Danny. Ao se encontrarem – os protagonistas – ficam surpresos. Mas Danny, para manter sua reputação de bad boy esnoba sua amada, que fica profundamente magoada. Durante o decorrer da trama, Sandy se torna amiga das Pink Ladies e passa por uma brusca transformação no final do filme: de mocinha ingênua para mulher sedutora. Presencia a humilhação que Betty sofre ao saberem que ela está grávida de Kenickie (interpretado por Jeff Conaway), braço direito de Danny. E ainda participa de um concurso de dança, dentre outras coisas como fumar pela primeira vez, furar a orelha. Danny tenta esconder seu amor puro por Sandy, mas isso é inevitável, e os dois, mesmo com comportamentos tão divergentes acabam ficando juntos.

O filme retrata bem essa juventude em conflito, quando a liberdade sexual ainda não tinha feito sua revolução e os estereótipos eram mais fortes em cada grupo. Inclusive no nome do filme Grease que vem da brilhantina usada no cabelo dos jovens rebeldes de uma classe social mais baixa na época, os greasers. O que acho legal no filme é ao contrário de alguns filmes musicais que cantam o tempo todo e torna a coisa sem sentido, eles cantam no momento certo relatando e expondo o que estão sentindo.

Qualquer pessoa que assiste apenas ao clipe da música “Summer Nights” fica curioso para assistir ao filme. Foi assim que aconteceu comigo. Definitivamente, foi o que marcou Grease, Summer Nights aparece logo no início, onde Danny e Sandy contam aos amigos como foram suas férias. A composição cênica dessa cena é muito boa. Desde a postura (o garanhão) de Danny e os amigos em uma arquibancada de futebol. Até a meiguice de Sandy contrastando com diversas reações e interesses das meninas no pátio do refeitório.


O filme estreou em 13 de junho de 1978 e foi um sucesso imediato, sendo responsável, inclusive, pelo retorno dos costumes e visual dos jovens daquela época. Além disso, a crítica foi positiva. O filme recebeu uma indicação ao Oscar na categoria de Melhor Canção Original, e quatro indicações ao Globo de Ouro, nas categorias de Melhor filme Comédia/Musical, Melhor Ator, Melhor Atriz e Melhor Canção Original. Com isso, o filme garantiu um retorno de US$ 394.955.690, tendo custado apenas US$ 6 milhões. O sucesso absoluto, hein!

Para quem curte o gênero musical (que eu confesso que não curto muito), é obrigatório assistir Grease. Fica a recomendação!
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