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quarta-feira, 31 de julho de 2019

Filme #126 – A.I. - Inteligência Artificial (A.I. Artificial Intelligence, 2001)

Os robôs também podem amar?

"A.I. - Inteligência Artificial" se passa em 2141. A Terra vive um estado pós-apocalíptico em que as calotas glaciais se derreteram e inundaram boa parte da área seca. A natureza sofreu muito com isso e a tecnologia teve que evoluir para que seres humanos continuassem existindo. Uma equipe de cientistas de uma empresa chamada Cybertronics cria um robô em forma de criança por eles batizado de David (interpretado por Haley Joel Osment) , programado para amar seus pais eternamente.

A.I. - Inteligência Artificial (A.I. Artificial Intelligence, 2001)

Na iminência de perder o único filho, doente e em estado vegetativo, o casal Henry e Monica Swinton (interpretados por Sam Robards e Frances O'Connor, respectivamente) adota o primeiro desses androides. Após a resistência inicial, a mãe dá os comandos que dotarão o robô de sentimentos, que farão com que este reconheça Monica como sua mãe e ame-a para sempre. David tentava imitar seus pais e agir de forma humana, mas muitas vezes se sentia sozinho. Por isso, Monica o apresentou a Teddy, um ursinho super brinquedo, que se torna seu amigo e companheiro. O filho verdadeiro logo recupera-se e, num acidente do qual David não teve culpa, este é acusado de ser uma ameaça. Ao ouvir a sua “mãe” contar a história do Pinóquio ele fica fascinado com o fato de poder ser de verdade e poder fazer parte da família. Então ele lembra da história e sai em busca da Fada Azul, depois de ter sido abandonado pela família. Uma cena memorável: A “mãe” abandonando David na floresta é de partir o coração.

A.I. - Inteligência Artificial (A.I. Artificial Intelligence, 2001)

É a partir do conto de Pinóquio, do italiano Carlo Collodi, que chega a ser um fio condutor para o roteiro. De uma maneira crua, David deseja ser exatamente o que seu “irmão” é: um ser humano. Ele acredita que isso fará com que sua mãe o ame e parte em uma jornada atrás de sua própria fada azul. Durante sua busca, ele acaba por fazer uma viagem ao ser humano. Acompanhamos a partir de então, uma análise de nós mesmos, um retrato da humanidade. A busca de David pela Fada Azul é apresentada com uma ingenuidade que ultrapassa a barreira do termo “infantil”. David enfrenta monstros (os caçadores de Mecas defeituosos), lugares hostis (o Mercado de Peles) e encontra uma companhia para sua jornada, o carismático Gigolô Joe (interpretado por Jude Law). 

A.I. - Inteligência Artificial (A.I. Artificial Intelligence, 2001)
O filme foi lançado em 2001 e foi dirigido por um dos diretores mais premiados de Hollywood: Steven Spielberg, a partir de um projeto do consagrado diretor Stanley Kubrick (1928-1999), sobre a possibilidade da criação de máquinas com sentimentos. O roteiro criado por Spielberg foi baseado em um conto de Brian Aldiss chamado Supertoys Last All Summer Long.

O filme nos leva a reflexão, mostrando claramente a vontade da máquina de se tornar ser humano, de querer se manifestar, poder ter e sentir tudo o que os humanos têm e sentem. Além da ambiguidade de uma humanidade cada vez mais distante entre si, porém, cada vez mais conectada surge junto com a reflexão sobre a nossa carência e solidão – aqui representadas pelo robô-amante Gigolô Joe. Os medos e as dúvidas – principalmente a velha questão do “de onde viemos?” – também aparecem. Os robôs foram criados pelos mais diversos motivos, mas sempre com o intuito de suprir uma necessidade nossa, seja ela operacional, física ou emocional. Inteligência Artificial é um filme que dá vontade de ver novamente, assim que se acaba de vê-lo pela primeira vez. Recomendo!

Encerro o post com uma frase do filme:

O maior dom humano é a habilidade de buscar os nossos sonhos.

Professor Allen Hobby
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