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terça-feira, 30 de julho de 2019

Filme #124 – O Anjo Malvado (The Good Son, 1993)

A maldade tem muitas faces

Mark Evans é um garoto que vai morar com parentes quando perde a mãe. Lá ele descobre que Henry Evans, seu primo, tem uma índole extremamente má e até mesmo homicida. Mas como fazer os adultos acreditarem que uma criança possa ter uma índole tão perversa?

O Anjo Malvado (The Good Son, 1993)

Lançado em 1993, com direção de Joseph Ruben e roteiro de Ian McEwanO Anjo Malvado (The Good Son, no original) tem seu inicio de uma forma dramática. Mark (interpretado por Elijah Wood) presencia sua mãe falecer e seu pai, pra fazer uma viagem de negócios, resolve mandá-lo pra casa de um tio por 3 semanas. Lá ele conhece Henry (interpretado por Macaulay Culkin), que parece um menino normal como todos da sua idade. Mas no decorrer da trama, ele vai se mostrando um garoto com um senso de humor maléfico e sem um pingo de escrúpulos.

Mark percebe sua verdadeira face e tenta alertar a família. Em vão. Com esses surtos de alerta, a família acaba enxergando ele como um “garoto difícil que acabou de perder a mãe e está confuso”. E Henry, como um bom psicopata que é, se aproveita disso tudo pra continuar “reinando” por aí. Como se o que ele fizesse realmente se restringisse a isso. Ele se faz de inofensivo, sob o ar de “só queria ajudar, vamos compreender que Mark é só um garoto perturbado e que precisa de ajuda”. 

Mark acaba enxergando na tia (mãe de Henry) feições maternas e a partir daí Henry não esconde mais a sua verdadeira face. As cenas se desenrolam com uma naturalidade espantosa. Ele tenta matar a irmã Connie lançando-a no gelo fino da patinação. E ainda tem uma incógnita a ser desvendada. Sobre a morte do irmão pequeno, Richard. A verdade vai aparecendo e Henry se sente acuado pelas desconfianças. Aí que ele planeja matar a própria mãe (que, de acordo com ele agora, é a mãe de Mark – então, que diferença faz se ela morrer, não é mesmo?) Enfim, só mais quatro palavras: a cena do penhasco.

O Anjo Malvado (The Good Son, 1993)

O desfecho do filme é sensacional, colocando em cheque valores, escolhas, sentimentos e situações que envolvem muito mais que a ficção, mas que fazem indagar a nós mesmo o que faríamos na mesma situação. é É um filme que vai direto ao ponto, sem enrolação.(menos de 1h30 de duração), O Anjo Malvado é uma obra espetacular, que merece atenção, análise, e quanta reflexão for possível. É daqueles filmes que retratam a realidade que recusamos a acreditar que existe, e que sempre existirá, e isso é o que faz dele, mais de duas décadas, parecer ainda tão atual.

O Anjo Malvado (The Good Son, 1993)
O que me impressiona nesses longas mais antigos é a capacidade que a produção tinha em dar veracidade a algumas cenas. Hoje temos muita tecnologia, CGI reina absoluta nos filmes. Fico imaginando a mão de obra que deu, por exemplo, aquela sequência no penhasco.

[spoiler] Na cena final, Mark retorna ao Arizona, ele reflete sobre a escolha de Susan para salvá-lo em vez de Henry e se pergunta se ela faria a mesma escolha novamente, mas sabe que é algo que ele nunca vai perguntar a ela [/spoiler]

Enfim, analisar a mente de um psicopata foi uma tarefa fácil para o diretor, pois conseguiu extrair com beleza e autenticidade do anjo malvado que existia por trás do rosto lindo. O roteiro é muito bom e as cenas são incríveis, locações lindas. Todo o ambiente em que se passa o filme conseguem mexer com os sentimentos. O elenco em um todo é sensacional e desempenha seus papeis com louvor. Elijah Wood já mostrava o poder que suas interpretações tinham e na pele do filho bom, surpreende! O Macaulay Culkin pequeno, dispensa comentários pois foi muito bom. Recomendo!
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