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terça-feira, 30 de julho de 2019

Filme #122 – O Garoto Que Podia Voar (The Boy Who Could Fly, 1986)

Quando você deseja uma coisa de coração, ela pode virar realidade

Depois da morte do pai, Milly se muda com a mãe e o irmão para um novo bairro onde conhece Eric, um jovem solitário que só pensa em voar. Aos poucos Milly vai descobrindo que Eric não é um garoto como os outros. 

Assisti ''O Garoto que Podia Voar'' (The Boy Who Could Fly, no original)  na antiga sessão de filmes do SBT, o Cinema em Casa lá por 2009, se não me engano. Lembro que gostei bastante, tanto é que anos depois adquiri o dvd do filme. 

Jay Underwood e Lucy Deakins, interpretam Eric e Milly, respectivamente

Amável adolescente Milly (interpretada por Lucy Deakins) muda-se com a família uma nova casa. Milly está na adolescência, o irmão Louis está na infância e a mãe tem de se adaptar a um novo emprego. Para os três, é uma oportunidade de tentarem superar a morte do pai. 

As coisas vão correndo de forma lenta., Milly conhece um rapaz, seu vizinho, um adolescente autista que mora ao lado, chamado Eric Gibb (interpretado por Jay Underwood). O Eric mudo, cujos pais foram mortos quando ele tinha 5 anos de idade, vive com seu tio Hugo (interpretado por Fred Gwynne), que é alcoólatra. Sua tendência para ficar em telhados e parapeito das janelas como se estivesse voando, alarma seus assistentes sociais, mas quando Eric salva Milly de uma queda potencialmente mortal, ela começa a acreditar que o garoto realmente pode voar. Milly desenvolve um carinho muito especial por Eric e procura ajudá-lo. Tal relação será um estímulo para todos conseguirem superar os seus medos e traumas.

Jay Underwood interpreta Eric Gibbs
Com direção de Nick Castle e lançado em 1986. O filme traz uma abordagem metafórica sobre que as realizações dos nossos sonhos depende da nossa força de vontade e do quanto você acredita e insiste neles , além disso o longa também demonstra a importância do companheirismo.

Gostei muito do desenvolvimento dos personagens e de toda essa a abordagem, o que deixa o filme ainda melhor. É uma fantasia juvenil, trazendo temas muito sérios, como os traumas que emperram ma mente infantil. Mas tudo melhora quando, na escola, o menino consegue se abrir para a bela jovem, com quem faz amizade. Tudo de uma forma alusiva e emocionante que a mensagem é transmitida, enriquecendo mais ainda o filme .

Dadas as características narrativas e emocionais, o filme consegue momentos de uma arrebatadora ternura (os cuidados de Milly face a Eric), de inocente sentimentalismo (o primeiro beijo) e de magia (o “momento da verdade”, sobre se Eric voa ou não). Além de uma trilha sonora muito bem produzida, a ótima canção de Bruce Broughton (um dos grandes compositores cinematográficos dos 80s e 90s). As atuações também são ótimas, Uma esplêndida (e linda) Lucy Deakins explora toda a dimensão emocional da sua personagem. Jay Underwood usa bem o seu rosto para transmitir emoções. 

Cena do filme ''O Garoto que Podia Voar''
O filme acabou virando um cult dos anos 80, pela maneira emocionada e sem pieguice com que retrata a amizade entre do menino silencioso e a garota bonita. Uma cena memorável é a cena do hospital, onde Eric aparece para Milly e os dois ''voam'' pela cidade. Resta ao espectador embarcar na história. Um belíssimo filme, de grande pureza e inocência. Uma pequena pérola. Muito recomendável.

Uma curiosidade sobre o filme é que a banda Thrice lançou uma música baseada no filme, intitulada "A Song For Milly Michaelson" em seu LP de 2007 The Alchemy Index Vols. III e IV . O mesmo aconteceu com os Vandals, no álbum Hitler Bad, Vandals Good.

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