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quinta-feira, 25 de julho de 2019

Filme #112 – Matilda (1996)

Um pouquinho de magia pode mudar o mundo.

Matilda não é uma menina comum. Ela é afetuosa, inteligente e tem muita vontade de aprender. Mas seus pais grosseirões nunca notaram isso. As coisas vão mudar na escola, quando ela topar com uma diretora terrível, uma professora bacana e desenvolver seu poder telepático. Uma comédia dirigida por Danny DeVito e lançado em 1996.

Mara Wilson como ''Matilda''
Quem assistia constantemente a Sessão da Tarde na década passada, se deparou com alguma exibição do filme Matilda. O filme se consagrou como um clássico e passava um misto de alegria e tristeza quando era reprisado, no filme temos uma garotinha muito inteligente que possuía superpoderes. Apesar da maneira triste de contar a sua história, o filme traz a lição através da pequenina de que você é muito especial.


Mara Wilson e Embeth Davidtz em ''Matilda''
Apesar de ter sido lançado nos anos 90, o filme aborda temáticas bem atuais. Matilda Wormwood (interpretada por Mara Wilson) é uma criança brilhante de apenas seis anos, que cresceu em meio a pais grosseiros e ignorantes. Seu pai Harry (interpretado por Danny DeVito) trabalha como vendedor de carros, enquanto que sua mãe Zinnia (interpretada por Rhea Perlman) é dona de casa. Ambos ignoram a filha, a ponto de esquecer-se de matriculá-la na escola. Desta forma Matilda fica sempre em casa ou na livraria, onde costuma estimular sua imaginação. Após uma série de estranhos eventos ocorridos em casa, quando Matilda descobre que possui poderes mágicos, Harry resolve enviá-la à escola. O local é controlado com mão de ferro pela diretora Agatha Trunchbull (interpretado por Pam Ferris), o que faz com que Matilda apenas se sinta bem ao lado da professora Honey (interpretado por Embeth Davidtz), que tenta ajudá-la o máximo possível. 

No inicio do filme tudo o que Matilda conquista é graças a sua força de vontade e curiosidade em livros para buscar conhecimento. Se Matilda já não podia contar com seus pais como exemplos de boas pessoas, tudo o que queria era poder ir à escola como as outras crianças, devido ao amor que sentia em querer aprender. O que tinha de ruim para se conhecer, a pequena pôde contemplar em seus pais, com isso, por conta de tanta injustiça e vazio que sentia, logo se via inclinada a almejar a punição contra o seu pai, para que assim se sentisse aliviada por tudo o que passava.

“Todo mundo nasce, mas nem todos nascem iguais.”

Mara Wilson como ''Matilda''
Depois de tamanha revolta com os personagens, Matilda representou tudo o que espectador queria: justiça e liberdade para as crianças que tinham suas infâncias traumatizadas e oprimidas, impedidas de imaginarem um futuro e terem esperanças graças a adultos que frustravam qualquer positividade e expectativa de dias melhores. O que a pequenina queria era ser amada e se sentir amada e de poder se expressar sem ter que ser desmerecida por quem não enxergava o potencial que ela tinha. No seu casulo de dificuldades, em nome de todas as crianças, ao descobrir o que podia fazer, Matilda pôde encontrar nos seus poderes a capacidade de pertencer e saber que pode ser tudo e muito mais porque é especial.

Ainda que de um jeito angustiante, revoltante e divertido, “Matilda” marcou gerações de uma maneira especial. Não há porque temer ou impedir. A criança merece o riso, ser esperta, merece atenção, merece o carinho, apoio e amor dos pais, merece se sentir segura e abraçada e, não menos importante, poder pertencer ao seu próprio mundo. Seja como for, sem ter poderes ou sendo simpática, a criança é especial.

“Os livros deram uma mensagem esperançosa e consoladora para Matilda: você não está sozinha.”

O filme foi uma outra adaptação cinematográfica da literatura de Roald Dahl (eu li o livro por conta do filme, e nesse caso eu prefiro o filme hahaha). É um filme muito presente na minha memória, me diz e me mostra que há outros caminhos pela solidão da infância, e da vida. É um filme infantil, mas com muita força e fé nas potências que existem dentro de nós. Com certeza recomendarei para meus filhos assistirem. 
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3 comentários

  1. Olá, Walterlan.
    Mesmo tendo passado esse filme mil vezes acredita que nunca assisti ele? hehe. E não sabia que era adaptação de um livro. Acho que 90% dos filmes são hehe.

    Prefácio

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  2. Esse filme é um clássico que apresenta uma grande lição.
    Boa semana!

    Jovem Jornalista
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    O blog JOVEM JORNALISTA está em HIATUS DE INVERNO, de 20 de julho à 29 de agosto. Mas nesse período comentaremos nos blogs amigos.

    Até mais, Emerson Garcia

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  3. Eu vivia assistindo na sessão da tarde, e até hoje amo a história do filme e o que ele passa <3 (e eu também queria ter poderes como ela rsrs)

    L de Saturno

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