Filme #96 – Pinóquio (Pinocchio, 2002) - O Planeta Alternativo

sábado, 11 de maio de 2019

Filme #96 – Pinóquio (Pinocchio, 2002)

"Pinóquio", a fábula escrita por Carlo Collodi em 1882, conquistou várias gerações de crianças, com a saga do menino feito com pedaços de madeira pelo carpinteiro Geppetto. Um menino irreverente, inteligente, cujo nariz crescia a cada vez que ele omitia a verdade ou uma parte dela. O que talvez poucos saibam é que a história se transformou em uma das maiores obras da literatura universal e no livro mais vendido no mundo depois da Bíblia e do Corão. O texto de Collodi foi traduzido em 150 países, da China a El Salvador.

Em 2002, ganhou mais uma adaptação, dessa vez sob o comando de Roberto Benigni (de A Vida é Bela). 

Pinocchio

Nessa versão da história clássica, o velho marceneiro Gepetto (interpretado por Carlo Giuffrè) faz um boneco com um pedaço misterioso de madeira que bateu na sua porta. Chamado de Pinóquio (interpretado por Roberto Benigni), se mostra um boneco terrível e travesso cujo nariz cresce ao contar mentiras, ganha vida, mas seu sonho é tornar-se um menino de verdade. Para isso, ele recorre a Fada Azul (interpretada por Nicoletta Braschi). Suas aventuras moralizantes têm a participação de um grilo falante, a fadinha, vilões e um peixe gigante - personagens que habitam o imaginário de crianças em todo o mundo.

O filme não é ruim, mas também não é nenhuma maravilha. Uma característica positiva seria por ter captado realmente a essência do Pinóquio. Assim como na obra clássica, no filme o Pinóquio nada tem de menino bonzinho. No livro, trata-se de um arrogante e travesso mesmo, que desde os tempos que era apenas uma tora de madeira, já deixava os outros de cabelo em pé. Contudo, mesmo com tais características, é um ser extremamente inocente, até muitas vezes bobo. O grilo falante, não faz aquele tipo encantado, bonitinho que o persegue todo o tempo. Aliás, ele leva logo é uma paulada do Pinoquio no começo no filme. O filme apresenta também uma história de pureza, dinamismo e doçura que realmente faz jus a obra original. O Pinóquio do Roberto Benigni dá asas à sua imaginação sem perder o foco, nem desvirtuar a narrativa. O desfecho é muito bem feito. A cena dele indo para a escola e dessa vez realmente um novo menino, gentil e comportado. Percorrendo pelas paredes a sombra do boneco que nunca deixará de existir.

Assisti esse filme a primeira vez em 2002, quando a operadora de TV Sky vendia para os assinantes. Na época eu era muito novo e algumas das cenas me marcaram muito, quando o Pinóquio se despede do seu amigo Espoleta (até então um burro). Esquecido por mim e por muitos, sempre lembrava desse filme como sendo algo do Pinóquio, mas desconhecia atores ou qualquer outra coisa. Pesquisei muito até descobrir e poder rever pra resenhar aqui. Então, 17 anos depois pude rever o filme.

Visto no dia 05/05/2019 no streaming Looke.

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