Filme #93 – Minha Casa Rosa (Little Pink House, 2017) - O Planeta Alternativo

terça-feira, 7 de maio de 2019

Filme #93 – Minha Casa Rosa (Little Pink House, 2017)

Susatte Kelo é uma enfermeira que vive no interior em uma humilde casa rosa. Quando políticos gananciosos decidem tomar seu terreno para vender a uma rica organização, ela decide lutar legalmente pelos seus direitos e enfrentar pessoas poderosas. Em #93 escrevo sobre o filme ''Minha Casa Rosa'' (Little Pink House, no original).

Com direção de Courtney Balaker e lançado em 2017. Baseado na história real de Susette Kelo, no relato do caso em um livro de 2009 chamado Little Pink House: Uma Verdadeira História de Desafio e Coragem escrito por Jeff Benedict. Susette Kelo (interpretada por Catherine Keener) é uma enfermeira que vive no interior em uma humilde casa rosa. Ela se encontra representando a classe trabalhadora do seu bairro na luta deles de salvar suas casas. Quando políticos gananciosos decidem tomar seu terreno para vender a uma rica organização, ela decide lutar legalmente pelos seus direitos e enfrentar pessoas poderosas do governo e de empresas que querem o espaço para as Incorporações Pfizer.

Little Pink House

O filme inicia contando a história de Susatte Kelo, uma paramédica que retorna para sua cidade natal em Connecticut, New London, compra uma casinha com uma belissíma vista para o rio, então a reforma a casinha em tom cor-de-rosa e logo se ver apaixonada pelo local e por sua casa. Mas logo, ela estará lutando para impedi-la de ser confiscada pelo governo. Acontece que a cidade passa por uma crise financeira e uma grande corporação chamada Pfizer quer implantar um projeto no local a fim de revitalizar o local, para isso alguns terrenos precisarão ser utilizados para a implantação do projeto. Para isso Sussette convoca moradores do bairro e inicia onda de manifestações para salvar suas casas. Kelo então move um processo na área de direitos civis contra a cidade de New London, EUA.

A senhora Kelo morava na localidade de Fort Trumbull, cuja área estava na mira dos planejadores centrais, que pretendiam revitalizá-la. Para isso, a prefeitura criou a “New London Development Corporation”, cujo objetivo era comprar o bairro inteiro, de nove hectares, além de encontrar um empreendedor privado para reurbanizá-lo, a fim de atrair investidores e turistas para a cidade.

O caso Kelo realmente aconteceu e no filme tudo é bem executado, me conquistando facilmente e nos fazendo torcer pela Sussatte. Infelizmente, nem tudo é como queremos. E a justiça é muitas vezes é injusta. As maiores atrocidades da história foram cometidas em nome do "bem comum."

O eixo do filme é que um alegado benefício para a maioria pode alterar drasticamente a vida de indivíduos. Esse questionamento levou Kelo a ser involuntariamente líder de um grupo de humildes moradores de simples casas (daí o título do filme) localizadas em uma área que o governo local cedeu para erguer uma fábrica.

O argumento governamental é que a empresa traria riqueza para o município. A polêmica decisão da Suprema Corte por 5-4 foi uma derrota, mas despertou um sentimento de revolta nos mais variados espectros políticos e resultou em reformas em diversas localidades americanas de proteção a cidadãos em situações semelhantes.

A Verdadeira Sussette Kelo

O direito à propriedade talvez seja tão importante quanto o direito à liberdade. Sem a possibilidade de opor a propriedade contra todos, inclusive e principalmente contra o Estado, ninguém é livre. O filme nos ensina a lutar por nossos direitos, mesmo diante de poderosos. Coragem é não ter medo de lutar pelo que é certo, Sussette foi essa essa voz! Ela lutou, sendo reconhecida depois internacionalmente e fazendo tribunais e câmaras legislativas norte-americanas a votar leis fortalecendo a proteção aos direitos de propriedade. Super recomendo o filme!

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