Séries Que Ficam Na Memória – #36: Cold Case - O Planeta Alternativo: Um pouco disso, um pouco daquilo – e muita música!

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Séries Que Ficam Na Memória – #36: Cold Case

Se há alguns anos você costumava assistir uma série policial de investigação criminal chamada ''Arquivo Morto'' no SBT ou como Cold Case na Warner esse post é para você mesmo. Separei o #36 para minha querida COLD CASE. Primeira série policial que me apaixonei. Lembro que comecei a acompanhar a série no episódio 3x14 da série que por sinal me emocionou bastante o desfecho, desde então passei a acompanhar regularmente na época e fiquei viciado mesmo. 

A série trata de uma equipe de investigadores da Filadélfia que resolve casos antigos, onde os assassinos nunca foram capturados. Com uma premissa dessas, a necessidade de flashbacks é grande, e é nisso que a trama se sobressai das demais do gênero, porque as constituições de época são fenomenais. Cenários, figurinos, direção, tudo contribui para uma das melhores constituições de época que já vi em uma produção. Aliado a isso, a fotografia também se torna um destaque aqui, já que ela assume um ar sonhador em alguns flashbacks, quando necessário.

Cold Case

Não posso falar de Cold Case sem falar de sua trilha sonora, uma das mais famosas e reconhecidas do mundo das séries. Passando por todos os gêneros musicais possíveis e imaginários daquela época, cada música usada casava perfeitamente com a cena em que era utilizada, e as apresentadas durante a montagem final dos episódios resumia perfeitamente a jornada emocional daquela semana. Confesso que formou meu gosto e caráter musical.

Mas não são somente os aspectos técnicos que merecem destaque. O que torna Cold Case completamente diferente de todas as outras séries criminais que já existiram e que, provavelmente, virão a existir, é que ela contava uma história durante seus episódios. Não tinha a intenção de mostrar um jeito bizarro de morrer a cada episódio, ela só queria contar uma história simples, real e, acima de tudo, humana. Tanto que, em alguns episódios, a chamada “vítima” acabou sofrendo um acidente, o que faz pensar sobre a natureza e ironia da vida. Voltando ao terreno das confissões, como vi a série no meio pro final da minha adolescência/início da vida adulta, ela foi uma das primeiras produções que me fizeram pensar além sobre o que me foi apresentado.

A quantidade de emoção e qualidade das histórias que a série conseguia passar em míseros quarenta minutos é impressionante. Algumas pessoas podem até reclamar que a maioria (se não todas) dos episódios são bem melodramáticos, mas acho que é justamente isso (e a música) que torna o enredo tão fenomenal.

Estou mencionando só as histórias contadas nos episódios individuais, mas a vida dos investigadores também foi abordada nos 7 anos de série, com um deles tendo de lidar com a doença mental de pessoa próxima e da mãe alcoólatra da protagonista. Sim, Cold Case foi uma série investigativa no início dos anos 2000 que teve uma mulher como protagonista.

Ao longo das temporadas a série abordou inúmeros assuntos complicados e polêmicos, como racismo e preconceito de todos os tipos, de uma maneira bem poética, doce e delicada. 

Posso ficar aqui horas e horas comentando sobre como eu amo cada detalhe de Cold Case, mas vou terminar dizendo que, mesmo sendo uma série policial, ela vale muito a pena ser vista. É uma das melhores séries que já passaram pela minha vida.

Infelizmente, por causa da excelente trilha sonora, ela não foi, e a acho bem difícil ser, lançada em DVD e, acredito que pelo mesmo motivo, ela não se encontre em nenhum serviço de streaming devido a questão de direitos autorais e outras coisas mais. Enfim, vão ter que baixar, mas vale muito a pena. Isso é tudo.

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