Filme #59 – A Noviça Rebelde (The Sound of Music, 1965) - O Planeta Alternativo

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Filme #59 – A Noviça Rebelde (The Sound of Music, 1965)

Então é natal e para fechar a maratona de filmes aqui do blog trouxe em #59  The Sound of Music (A Noviça Rebelde, no Brasil). Como eu poderia começar descrevendo esse filme? Olha, é bem complicado achar palavras que podem expressar a obra de arte que é o filme. Rico em música, cultura e paisagem. Traz valores que hoje praticamente estão em extinção, como respeito, carinho, patriotismo, entre outros. Por isso é um filme atemporal. Gostou? Então continue lendo.

The Sound of Music

Muitos não sabem, mas a história do filme é baseada em eventos reais. O filme de 1965 é uma adaptação do musical de mesmo nome produzido na Broadway em 1959. A peça, por sua vez, foi baseada no livro de memórias de Maria Augusta von Trapp (que no filme é interpretada por Julie Andrews) e em sua adaptação cinematográfica realizada na Alemanha em 1956, Die Trapp-Familie. Em 1958, foi lançada sua sequência Die Trapp-Familie in Amerika (1958).

O filme retrata o período dos anos 30, quando a Áustria passa a ser dominada pelo III Reich e o comando da mão de Hitler. Contando a história de uma jovem, Maria (interpretada por Julie Andrews), que está confusa com entre servir a Deus em um convento ou fora dele. Maria é uma noviça nada comum, que rege sua vida pela inspiração da música, desabafando seu dia a dia pelas Colinas de Salzburg. Confrontada pelas outras freiras a Madre Superiora decide enviar Maria em uma missão: cuidar das crianças do Ex-Capitão da Marinha, Von Trap (interpretado por Christopher Plummer). Maria, embora temerosa, segue seu rumo com um violão debaixo do braço, e adentra a maravilhosa propriedade do Capitão Von Trap que não é nada amistoso ou simpático ao recebê-la. De início Maria sofre um choque com as traquinagens dos filhos do Capitão. Mas por tempo mínimo, já que se torna sua melhor amiga. Através dos olhos de Maria as crianças do capitão tornam-se verdadeiras jóias. O Capitão que viaja à Viena para buscar uma namorada que pretendia tornar futura mãe das crianças. Ao retornar à sua casa, o Capitão se dá conta dos filhos que tem, da governanta que tem, e do mundo que perdeu com a morte de sua esposa. O Capitão se esqueceu do quanto a casa era cheia de alegria com música, e recordou vendo seus filhos cantar. Arrependido pela dureza e a forma como havia tratado Maria, o Capitão se retrata pedindo que fique.

The Sound of Music

Finalmente consegui assistir a esse clássico do inicio ao fim, depois que adquiri o DVD. Tinha visto uma vez no Corujão da Rede Globo, mas só peguei o final. Enfim, quase 3h de filme, mas vale muito a pena. O filme traz belas mensagens e um elenco afinadíssimo. Todos os núcleos são bem desenvolvidos e desempenham algum papel importante para o filme. Junto a tudo isso, ainda estão as músicas e os belos cenários. Se explicar a magia do cinema em palavras é uma tarefa complicada, mais difícil ainda é explicar porque certos filmes jamais envelhecem e permanecem encantadores ao longo de décadas. No entanto, basta assistir esse clássico para compreender as razões pelas quais estes filmes se tornam imortais. Por mais que o tempo passe e certos aspectos soem datados (as roupas, penteados, a maneira de falar, etc.), o espírito jovial e empolgante do longa segue intacto – e é justamente por se apoiar nele que a narrativa jamais perde sua magia.

Climb ev’ry mountain
Ford ev’ry stream
Follow ev’ry rainbow
‘Till you find your dream

Apesar de ser um clássico amado por diversas gerações, A Noviça Rebelde, é, hoje em dia, um filme pouco assistido, principalmente, pelos jovens cinéfilos. É fácil dizer que o filme envelheceu mal sem de fato lhe dar uma chance. Na realidade, o musical é um prato cheio para quem ama cinema e, ainda hoje, pode arrebatar muitos corações. O American Film Institute listou o filme como sendo um dos 100 melhores de todos os tempos (40ª posição) e um dos melhores musicais (4ª posição). Recomendo!

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