Falando Sobre Filme – #47: O Picapau Amarelo (1973) - O Planeta Alternativo: Um pouco disso, um pouco daquilo – e muita música!

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Falando Sobre Filme – #47: O Picapau Amarelo (1973)

Oi! Há algum tempo estava tentando encontrar esse filme na internet e nada de achar. Pois bem, achei e revi o filme e o sentimento de saudade e um misto de lembranças bateu. Em 2001 com a nova versão do Sitio do Picapau Amarelo que já fazia um grande sucesso com a nova geração e ia ao ar nas manhãs da Rede Globo me fez virar um fã da história e de todos aqueles personagens adoráveis. Não sei ao certo o ano, mas talvez tenha sido entre 2001/2002 que estava zapeando alguns canais da TV paga e olhando o guia da programação e lá estava ''O Picapau Amarelo'' para ser exibido em um canal. Eu com meus 6 anos de idade já era vidrado no sitio, programei pra assistir ao filme imaginando ser a mesma versão inédita que ia ao ar nas manhãs da Globo (acredite, rs). Bom, o filme começa e era tudo diferente do que eu assistia na outra versão, mas acompanhei até o final e de uma certa forma gostei muito da versão (que eu nem imaginava ser do tempo que meus pais eram apenas criancinhas). Então, cá estou escrevendo sobre esse filme que apesar de ter sido baseado nessa grandiosa obra de Monteiro Lobato, acabou sendo esquecida por muitos, depois de tantas outras versões que apareceram do sitio.

(Créditos: ThomasFarkas.com)

Baseado no livro homônimo de Monteiro Lobato e com direção de Geraldo Sarno. Logo nos primeiros minutos do filme, é apresentado o Visconde de Sabugosa (interpretado por Joel Barcellos) que está trancado na biblioteca escrevendo uma enciclopédia sobre os personagens das fábulas infantis. As crianças e a boneca Emilia (interpretada por Leda Zepellin) estão na varanda com a Dona Benta (interpretada por Iracema de Alencar). Então, Dona Benta recebe uma carta do Pequeno Polegar (Francisco de Oliveira), escrita em uma pétala de rosa, em que ele, constatando que os habitantes do mundo das fábulas estão esquecidos nos livros das estantes, solicita que todos possam ir morar no Sítio do Pica-pau Amarelo. Emília e as crianças Pedrinho e Narizinho (interpretados Cid Ribeiro e Gina Izzo) adoram a ideia, e Dona Benta responde que sim. 

Chegam então o Príncipe Codadade, Hércules, Branca de Neve e os Sete Anões, Dom Quixote, Sancho Pança, Tom Mix. E um verdadeiro crossover de personagens com Os Três Mosqueteiros, Chapeuzinho Vermelho, Zorro e acredite até o Batman e Capitão América dá as caras no sitio. Dona Benta decide fazer uma grande festa para esses personagens tão amados. Só que nem todos os personagens estão felizes com isso. De repente, a “Hiena dos Mares” chega trazendo o Capitão Gancho e seus Piratas descobrem que não foram convidados, começam a bagunçar o paraíso do Sítio. Pra isso, o Capitão Gancho aprisiona o príncipe da Branca de Neve e exige resgate em ouro. Então há a luta de Emília junto com Dom Quixote, Hércules e todos os heróis antigos e modernos no sentido de expulsarem Gancho e seus Piratas do Sítio, levando à vitória Emília, Pedrinho, Narizinho e todo pessoal do Sítio sobre os Piratas, com o feliz casamento de Branca de Neve com o Príncipe Codadade. Finalmente a vida no Sítio do Picapau Amarelo volta ao normal.

(Créditos: ThomasFarkas.com)

O roteiro do filme, escrito foi escrito pelo próprio diretor Geraldo Sarno e Armando Costa, é uma mistura de vários livros de Monteiro Lobato, fora o que dá título ao filme. Uma das coisas que gosto muito nesse filme é a trilha instrumental que foi composta por Rogério Duprat, que partiu das indicações prévias de Geraldo Sarno e do produtor executivo Thomas Farkas, logo no inicio do filme, bate uma sentimento de pureza e nostalgia. As locações como a casa, o ambiente em torno dela é tudo muito bem feito. Gostaria muito de poder saber como está atualmente o lugar em que o filme foi ambientado, infelizmente as informações sobre isso não se encontram. 

Acredito que esse filme poderia ser mais prestigiado e até exibido nas escolas, como uma forma de entreter e ensinar ao mesmo tempo as crianças. Alias, Monteiro Lobato deveria ser mais trabalhado em nossas escolas. 

Se você ficou curioso em assistir ao filme, ele está completo no Youtube (vídeo abaixo). Coincidemente, a gravação é da exibição no filme no Canal Brasil, talvez da mesma época que eu assisti pela primeira vez. É sempre bom assistir com a visão da criança que ainda mora dentro de você, assim poderá curtir e se divertir com os personagens.


E para você, qual é o seu personagem favorito do sitio? Pra ser sincero, eu gosto de todos, todos mesmo, cada um do seu jeito. E você? Vou ficando por aqui. Caso você tenha mais informações adicionais sobre esse filme, enriqueça esse post e coloque aí nos comentários. Fico por aqui, até a próxima!

Nenhum comentário:

Postar um comentário