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sábado, 18 de agosto de 2018

Falando Sobre Filme – #44: The Mighty (1998)

8/18/2018 03:50:00 PM 3
Falando Sobre Filme – #44: The Mighty (1998)
Dois meninos unidos pelas dificuldades e deficiências formam The Mighty, uma entidade poderosa capaz de enfrentar e vencer qualquer desafio é o #44 do Falando Sobre Filme

Lançado em 1998 e baseado no livro Freak the Mighty, de Rodman Philbrick. “Sempre Amigos” (The Mighty, no original) conta a história de parceria entre Kevin e Max. Kevin (interpretado por Kieran Culkin), um garoto extremamente inteligente que sofre de uma doença degenerativa e, por isso, tem dificuldades de locomoção e acaba ficando isolado do convívio social, passando a viver mais no mundo da imaginação do que na realidade. Ele se muda com sua mãe, Gwen Dillon (interpretada por Sharon Stone) para um novo bairro. Sua mãe que sempre exerce uma postura de apoiar o garoto, acaba se envolvendo nas histórias imaginárias de Kevin, dando ao mesmo subsídio para superar as suas dificuldades. Mergulhado num mundo de palavras, Kevin é louco por literatura se fascina com as histórias do Rei Arthur e sua Távola Redonda.

The Mighty

Kevin então acaba conhecendo Max (interpretado por Elden Henson), um garoto que aos 13 anos de idade tem dificuldades de aprendizagem e pelo seu mau desempenho escolar, a ponto de já ter sido reprovado na escola várias vezes e por ser um garoto obeso e tímido, sofre bastante com o bullying dos colegas. Max vive com os avós e sofre muito com a perda dos pais. Ele ainda revive todos os dias o trauma da morte de sua mãe. Talvez, grande parte dos problemas de Max se deva ao fato de seu pai ter assassinado sua mãe. Com a chegada de Kevin, surge uma bela amizade entre os dois, que passam a enfrentar juntos as suas dificuldades e se apoiar mutuamente, lidando com o preconceito e as injustiças à sua volta.

A partir daí nasce uma grande amizade, e vemos ao lado da historia a junção perfeita de inteligência e forças vêm isso na fala de Kevin, “você precisa de inteligência eu preciso de pernas”. Aos poucos, os dois amigos que, aparentemente não têm nada em comum, descobrem que podem unir forças, cada um suprindo a deficiência do outro.  Com sua força, Max passa a carregar Kevin em seus ombros.  Assim, os dois podem aproveitar as vantagens comparativas sem carregar as deficiências de cada um:  Kevin será a cabeça pensante, enquanto Max será a força motriz com a qual eles se locomovem.

Entretanto, após cumprir a pena a que fora condenado, o pai de Max retorna. O tempo passado na prisão não o modificou em nada. Ele continua o mesmo homem violento e cínico.  Logo a seguir, ele viola a liberdade condicional em que se encontra e decide sequestrar seu próprio filho para ameaçá-lo sem nenhum motivo. Nessas circunstâncias, quem poderá ajudar Max? Certamente que é Kevin, a cabeça pensante.

The Mighty

O filme nos ensina a termos um amigo sempre nos nossos momentos difíceis. Muitas vezes, esse amigo pode se encontrar em situações até piores do que as suas, mas, te ajuda, e luta com você. Se não fosse por isso, Max e Kevin não estariam juntos. Outro ensinamento é que devemos aplicar a força que aprendemos com esse amigo em nossa vida. A tragédia que ocorreu no final do filme mostrou a Max de que ele tinha que continuar. E antes de Kevin partir, deu a ele um livro para escrever a história dos dois. E deu-lhe com o seguinte ensinamento: “Cada palavra é parte de um quadro, e cada frase é um quadro. É só usarmos a imaginação para juntar os quadros”. Frase que eu gostei muito.

"Sempre Amigos" é um filme bem interpretado, tem ótimas lições de vida mas não posso negar que é altamente previsível. Tem um roteiro simples, o diretor Peter Chelsom traz uma trama correta e agradável, apesar do uso de alguns clichês.  Na trilha sonora, temos a ótima canção "Freak, the Mighty", de Sting. Enfim é um drama sensível, com boas atuações e um final emocionante que leva às lágrimas. Recomendo a todos.


Bem, isso é tudo. Até a próxima!

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

O Que Há de Novo em Séries #10: Breaking Bad

8/17/2018 11:08:00 AM 1
O Que Há de Novo em Séries #10: Breaking Bad
Encontrar uma série em que o protagonista fica apenas vestido com suas roupas íntimas, deixando seu corpo bizarramente branco à mostra, é um pouco desanimador para acompanhar. Não que as coisas melhores em termos físicos, no entanto, aquela imagem pode assustar àqueles que não dão uma chance para Breaking Bad, série que ocupa o #10 do O Que Há de Novo em Séries.

Mas, assim que a história começa a engrenar, subitamente é impossível não admirar o personagem Walter White (interpretado por Bryan Cranston), um professor de química que decide produzir metanfetamina depois que descobre ter câncer.

No início ele é praticamente a personificação de um loser. Sem direito a muitas escolhas, se resume ao que poderia se chamar de medíocre. Contudo, ao longo dos episódios, se torna um dos anti heróis mais cheios de nuances da tevê norte-americana. E, ao seu lado, está Jesse Pinkman (interpretado por Aaron Paul), típico pós adolescente problemático que encontra na venda “amadora” de drogas, uma maneira quase fácil de sobreviver, num misto de falta de caráter e ingenuidade.

É essa dupla improvável, em uma história surreal, que garante a Breaking Bad um roteiro que aos poucos te conquista completamente.

Breaking Bad

A narrativa que começa tão aparentemente chata, aos poucos começa a se desenrolar num ritmo lentamente frenético, se é que essa combinação é possível. Mantendo um detalhismo único, vagarosamente e sempre de maneira surpreendente, a produção entra no mundo do tráfico, mas sem deixar de lado os dramas pessoais de cada personagem. E é isso que me faz gostar de uma série, explorar cada personagem para incrementar ainda mais história, tudo bem envolvente.

Vale salientar que quando se fala em dramas, isso nada tem a ver com questões de conto de fadas, de arrependimento ou redenção. Em Breaking Bad, o realismo reina soberano, por vezes chocando por sua honestidade crua. Munidos de um trailer, de um pequeno laboratório e de pouca consciência da realidade, os dois evoluem de uma maneira tão inesperada e verdadeira, que fica difícil acreditar em outras tramas depois de assistir a série.

Divididos em um curto espaço de tempo, os episódios são muito bem amarrados, dando a impressão de que é possível acompanhar passo a passo de cada um dos personagens, que incluem ainda a esposa de Walt, Skyler (interpretada por Anna Gunn), seu filho Walter Jr (interpretado por RJ Mitte), e os cunhados Marie (interpretado por Betsy Brandt) e Hank (interpretado por Dean Norris). Esse último, por sinal, adiciona um pouco mais de tensão ao roteiro, já que trabalha como agente do principal departamento anti drogas dos EUA.

A série foi batizada no Brasil de ''Química do Mal'', mas achei bem desnecessário esse título. Tensão, na verdade, bem poderia ser um subtítulo para a série. Depois de se envolver com a história, fica impossível não se sentir inteiramente ligado a ela e com uma preocupação inevitável quanto aos rumos da dupla improvável que a conduz. Especialmente depois que vão parar completamente no mundo criminoso. E sempre com uma atuação impecável do veterano Bryan Cranston e do jovem Aaron Paul, ambos já premiados no Emmy.

Ser um sucesso de crítica não é o único dos méritos da série. Criada por Vince Gilligan, produtor de Arquivo X, a série é também um destaque e diferencial para o público. A série já foi finalizada, mas vale a pena assistir as 5 temporadas produzidas. Tudo disponível na Netflix Brasil e também pela Amazon Prime Vídeo. Bem, fica minha recomendação. Até a próxima.

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Meu Adeus à Revista Mundo Estranho

8/14/2018 03:42:00 PM 13
Meu Adeus à Revista Mundo Estranho
É com grande tristeza que faço esse post aqui no blog, registro meu adeus a revista Mundo Estranho, publicada pela Editora Abril. Há alguns dias, a Editora Abril encerrou várias publicações devido a uma crise, entre essas publicações estava a ME (Mundo Estranho). A revista que era especialista em curiosidades científicas e culturais, publicada pela Abril desde agosto de 2001. Uma parte da minha infância e adolescência também vai embora. Cresci lendo a ME, pois meus pais fizeram a assinatura por alguns anos. Por isso sinto profundamente o encerramento dela, pois de uma certa forma ela contribuiu com meu desenvolvimento ao decorrer dos anos.

A Mundo Estranho instigou o adolescente que buscava conhecimento geral, tornando-se uma ponte entre as revistas infantis e as adultas. Com uma leitura rápida, clara e objetiva, tratando assuntos complexos de maneira simples e divertida. Foi a primeira e única revista mensal do Brasil voltada para O GAROTO de 13 a 18 anos (orgulho de ter feito parte). Seu conteúdo foi apresentado de foma simples, em perguntas e respostas, do jeito que nós leitores gostamos. E foi também a revista que melhor usou infográficos no Brasil – linguagem que pode ser usada também pelo anunciante. Além de ter tido um ambiente editorial jovem e descontraído.

Não é novidade alguma que o setor impresso está em declínio há anos. Acredito que o diferencial para sair da crise nesse setor seria se reinventar, coisa que a Editora Abril não fez. Ao redor do mundo acontece o mesmo, grandes publicações estão deixando as bancas e saindo de cena, como a revista Interview, lançada por Andy Warhol em 1969. Algumas ainda conseguem sobreviver em versão digital, porém sem a mesma magia de outrora.

Algumas das edições da revista Mundo Estranho

Acho que li de tudo um pouco na ME, curiosidades de modo geral, histórias curiosas e até umas pra lá de macabras e até um livrinho que veio junto com uma edição que eles ensinavam sobre sexo passo a passo (vocês lembram disso?). Bom, a revista de uma certa forma me ajudou muito no período escolar. Meu modo de escrever, no desenvolvimento do meu senso crítico, objetividade e claro... tudo isso ligado a diversão, mas com aprendizados. Quero agradecer a todos os envolvidos na construção da revista. Vocês tiveram um papel muito importante na minha formação, no conhecimento adquirido e até mesmo pelo meu interesse pelas coisas, pelas minhas curiosidades de onde surgiu isso ou aquilo. Obrigado por tudo! #RipMundoEstranho

domingo, 12 de agosto de 2018

Séries Que Ficam Na Memória – #30: Buffy the Vampire Slayer

8/12/2018 05:51:00 PM 2
Séries Que Ficam Na Memória – #30: Buffy the Vampire Slayer
Estudante de dia que enfrenta problemas comuns como qualquer adolescente, de noite uma poderosa caça vampiros. Quero recordar uma das melhores séries que já assisti Buffy the Vampire Slayer. Que vai ocupar a #30 do nosso Séries que Ficam na Memória. É dessa confusão que trata o seriado. Já falei da série aqui no blog várias vezes, mas nunca de fato tinha criado um post somente pra ela. A série é repleta de ação, lutas muito bem coreografadas, efeitos especiais, drama e humor negro. Tudo isso fez com que Buffy se tornasse um sucesso e servisse de inspirações para inúmeras séries que vieram logo após seu lançamento.

A cada geração existe um escolhido. Uma garota destinada a defender a humanidade contra os demônios, os vampiros e as forças das trevas. Ela é a caçadora. Após uma dura iniciação em Slayerhood, Buffy deixa Los Angeles e se muda para Sunnydale, uma comunidade suburbana da Califórnia aparentemente descontraída. Mas a paz e a tranquilidade rapidamente desaparecem quando Buffy descobre que Sunnydale realmente descansa na ''Boca do Inferno'' - um local de convergência mística para atividades demoníacas. E assim a luta continua, e os dias de caça de Buffy estão longe de terminar.

Minha coleção de ''Buffy the vampire Slayer''

Buffy the Vampire Slayer conta a história de uma adolescente norte-americana, Buffy Summers (interpretada por Sarah Michelle Gellar), que se muda de Los Angeles para Sunnydale. Ela não fazia a menor ideia do que era até que um homem chamado Rupert Giles (interpretado por Anthony Stewart Head) a procurou falando que ela era a escolhida, e que sua missão era de proteger o mundo do mal, matando vampiros e demônios. O começo foi traumático, mas ao longo das temporadas Buffy foi se acostumando e se aprimorando cada vez mais. Mas apesar de tudo, Buffy tenta levar uma vida normal com seus amigos, a nerd da informática Willow (interpretada por Alyson Hannigan), o cara comum e atrapalhado Xander (interpretado por Nicholas Brendon), a esnobe Cordelia (interpretada por Charisma Carpenter), familiares e as vezes seus namorados, mas nem sempre isso é possível, principalmente quando se namora um vampiro, ou quando se vê as voltas com uma bruxinha muito simpática, ou com um amigo lobo.

Nas primeiras temporadas o ponto alto da série foi o amor proibido de Angel (interpretado por David Boreanaz) e Buffy, e como disse Giles: "Seria poético se não fosse trágico, Caçadora amando vampiro". A produção e o roteiro de Joss Whedon traz uma equipe bem afinada e uma afinidade com o tema fantástico que apresenta. Bruxas, Lobisomens, Caçadoras, Vampiros... tudo isso misturado em meio à adolescência, seus medos e satisfações. Buffy fez tanto sucesso, que deu origem a uma nova série chamada Angel, que tem como atores principais David Boreanaz (Angel) e Charisma Carpenter (Cordelia) e que combinou aventura sobrenatural e humor negro, assim como Buffy. Considero que Joss Whedon conseguiu unir um drama repleto de ação, astutamente costurado com comédia e horror. Sarah Michelle Gellar caiu perfeitamente no papel de Buffy, por isso a ideia de uma outra atriz viver a caçadora nesse possível reboot me deixa triste.

A série foi baseada no filme de mesmo nome lançado em 1992, cujo roteiro também é de Joss Whedon. A caçadora era Kristy Swanson e seu ajudante era Luke Perry. Mas na minha opinião, tudo era ruim. Nem de longe lembra a série, só o nome mesmo. Só se aproveitou os eventos ocorridos no filme para dar continuidade na série.

Além de mostrar a luta de Buffy contra ao mal a série nos mostra o cotidiano de uma escola, as dificuldades da vida seu cotidiano. Seus amores e vitórias, angustias e fracassos. Buffy nada mais é como nós mesmos, nossas próprias vidas... mas com uma alta dose de adrenalina, emoção e fantasia.

Estudando com Buffy

Ano passado estudei a disciplina ''Filosofia e Ética'' na faculdade. Aproveitei e li também o livro sobre a relação da série Buffy the Vampire Slayer com a filosofia. Isso que é unir o útil ao agradável, não é mesmo? Neste livro, o editor James South, o coordenador William Irwin e seus colaboradores identificaram em Buffy a influência dos vários pensadores e da filosofia por eles criada. O livro traz conceitos filosóficos em metafísica, epistemologia, ética e filosofia política. Alguns capítulos começam com uma questão filosófica difícil, como a  amizade ou a punição, e mostram como o seriado pode ajudar a compreender melhor o problema, fornecendo exemplos e temas. A proposta dos acadêmicos é ajudar o leitor a entender como teorias e conceitos filosóficos interagem com casos específicos, como irracionalidade humana e niilismo.

Enfim, ''Buffy, A Caça-Vampiros'' é uma das melhores séries que já vi na vida, porém é difícil de recomendar para essa nova geração. Primeiro porque pode parecer improvável levar em consideração uma série com esse título e tema. Segundo porque a primeira temporada é fraca, o que pode afastar algumas pessoas. Mas perde quem não dá uma chance à caçadora. Se o início de Buffy é bobo, quase infantil, as demais temporadas trazem uma carga dramática que poucas séries conseguem alcançar. Após, temas como homossexualidade, morte e traição se tornariam recorrentes. A cada semana, Buffy enfrentava vampiros e demônios, fossem reais ou metafóricos.

A série teve espaço para complexas tramas existenciais, metáforas sobre o consumo de drogas, maturidade e agonia existencialista. Ao prestar atenção, percebe-se que o mais admirável em Buffy também está na sutileza em retratar como nós, meros mortais, precisamos enfrentar nossos demônios pessoais todos os dias. E foi com isso que me identifiquei e continuo me identificando com a série. Só espero que o reboot seja a altura do que Buffy the Vampire Slayer foi, uma série memorável e que fez parte da minha vida.

sábado, 11 de agosto de 2018

Na Minha Playlist #177: Burlap To Cashmere - Anybody Out There?

8/11/2018 08:48:00 AM 1
Na Minha Playlist #177: Burlap To Cashmere - Anybody Out There?
Ei! #NaMinhaPlaylist ao som de ''Anybody out There?'' do Burlap to Cashmere, um som realmente que me faz feliz ao ouvir.

NA MINHA PLAYLIST DE #177 É: ''ANYBODY OUT THERE?'' DO BURLAP TO CASHMERE

Burlap to Cashmere

Burlap to Cashmere é uma banda das antigas bem conhecida do pessoal, um grupo americano de música cristã, mas com influência totalmente espanhola na maioria de suas musicas. Uma mistura de folk, world music que puxa muito para o flamenco, cantando em inglês o grupo estourou nos anos 90 e conquistou o mundo.

Seus integrantes incluem Steven Delopoulos (Vocal, Guitarra), John Philippidis (Guitarra, Vocal), Josh Zandman (Teclados), Theodore Pagano (Bateria), Roby Guarnera (Baixo, Back vocal), Mike Ernest (Guitarra, Back vocal) e Scott Barksdale (Percussão).

A canção ''Anybody Out There?'' faz parte do álbum homonimo lançado em 1999. Bom de se ouvir quando se quer ficar quieto e meditar, quando estamos animados ou precisando nos animar.

É uma banda muito boa de se curtir independente do seu estado de espírito. O som do Burlap é ao mesmo tempo calmo e agitado, difícil explicar, só ouvindo mesmo para entender. 


Até o próximo #NaMinhaPlaylist.