O Planeta Alternativo

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Meus Discos #03 – CD “Until the While World Hears” Casting Crowns

2/21/2019 10:26:00 PM 0
Meus Discos #03 – CD “Until the While World Hears” Casting Crowns
Casting Crowns é uma banda espetacular que já compartilhei várias canções deles aqui. Eles começaram como uma banda humilde de adoração da igreja de Daytona Beach, Flórida, a banda se tornou uma das mais conhecidas na música cristã em poucos anos de existência.

Capa do álbum “Until the While World Hears” do Casting Crowns

Musicalmente, o nosso objetivo não é dividir átomos ou abrir novos caminhos. Existe muita gente pra fazer isso. Sendo que eu também sou um pastor de jovens, a música uma maneira de servir a Deus e trazer esses jovens a Deus. Então, quando nós estamos tentando descobrir o que vamos dizer, nós estamos tentando criar uma atmosfera musical que não prejudica a mensagem. Eu acho que há uma abundância de letras grandes mundo afora, mas a música chama tanto a atenção para si mesmo que a mensagem se perde.

Palavras de Mark Hall


Quase tudo é o mesmo desta vez neste álbum. Fazem parte da mesma gravadora, mesmo produtor, mesmos temas líricos, e a mesma formação da banda - com exceção de um novo baterista, com a saída de Andy Williams, no lugar agora temos Brian Scoggins. Nas letras das canções deste trabalho você não encontrará letras de repreensão como estamos acostumados a ouvir, ao invés disso o álbum é recheado de humildade, cada canção é pessoal.

Ouça o álbum completo disponível no Youtube:



A faixa-título “Until the whole world Hears” é a melhor do CD, com um driver poderoso na abertura, canção mais pra frente, com muitos riffs na sequência das estrofes e no coro as aberturas que estamos acostumados a ouvir de Casting. A letra diz para nos prepararmos e brilharmos, deixarmos a luz de Cristo aparecer em nós. 

“If we’ve ever needed You” segue a tendência Casting com piano, pads ao fundo e os riffs de guitarra. Canção de dependência, onde suplicamos a Deus em momentos de terrível crise para que o Senhor esteja conosco mais do que nunca.

“Always Enough” é uma canção que ganhou versão já aqui no Brasil, com o Ministério Além do Véu, bem worship (adoração) esta música. Com o som do piano levando a canção, e a guitarra bem ao fundo. No coro as intervenções das vocalistas com duetos. Muito bom mesmo.

"Joyful, Joyful" traz a reformulação de um cântico clássico, a banda criou um coro novo e reorganizando a estrutura da canção. Já na abertura ouvimos o som de pads de cordas, muito bem executado, saindo um pouco do piano na intro, mas na estrofe já voltamos a ouvir o som do piano e depois a banda inteira entra com os arranjos de cordas, bem diferente do original.

"At Your Feet", escrita por Mark Hall e Jason Ingram, é uma bela canção de entrega e satisfação. Ouça com atenção, é também a estréia de Juan e Hector cantando no álbum. O CD segue com canções como: quase toda a via a mesma fórmula: uma introdução de piano solo, seguido pela voz suave do vocalista Mark Hall, juntando-se, com a canção lentamente construindo com a participação de todos os instrumentos. 

“Glorious Day” Apenas levante suas mãos e agradeça a Deus pelo que Ele fez por você e ponto. Uma canção de louvor sobre como Jesus veio para salvar aqueles que estão na escuridão, como Ele se levantou, e como Ele está voltando ... O Glorioso Dia!

O playlist da banda ganha com “Holy One” um rock adulto pesado e contemporâneo diferente de todo o CD e dos trabalhos anteriores da banda. Uma mudança muito bem vinda, já que o que ouvimos no CD é uma sequência bem homogênea sem muitas diferenças de uma música pra outra, com riffs de guitarra, rápida, rock puro.Todas as canções deste álbum com certeza são canções que facilmente podem ser trabalhadas nas igrejas ao redor do mundo.

“To Know You” totalmente Casting Crowns, o piano abrindo a canção com Mark solando, no coro ganha segunda voz feminina, pads de cordas, riffs de guitarra pra anunciar a próxima estrofe e toda a banda vem marcando a canção. O interessante deste álbum é que você vai passar 50 minutos adorando a Deus com canções até que podem ser parecidas uma com as outras, mas é um CD com excelentes canções, melodias interessantes

Vamos dar destaque a estas duas canções que não estão na ordem mas foram as que me chamaram a atenção, são elas: “Mercy” ganha o solo feminino de Megan, ganha um frescor novo deixando Mark um pouco e abrindo espaço para a criatividade que é característica do grupo, canção que fala claramente sobre a misericórdia do nosso Criador para conosco e “Blessed Redeemer” quem contribui com o vocal é Melodee muito bem trabalhado, solos de violino, o violão é usado, riffs de guitarra e o som do piano contribuem como pano de fundo para esta canção Redentor Abençoado. No final da canção ouve-se como se fosse ao vivo, com muitas vozes acompanhando a canção.

“Jesus, Hold Me Now” segue o que já ouvimos nas canções anteriores, o curioso desta canção são os versos que foram extraídos do segundo álbum a canção “The Prodigal”, deram-lhe um novo coro e nova melodia. Para aqueles que não conhecem podem dizer que é uma canção escrita do zero, mas não é uma canção em cima de outra canção. E em um dos finais mais inesperados para um álbum contemporâneo, a banda explode em um jam rock-n-roll "Shadow Of Your Wings", ficou diferente para o que Casting Crowns canta, fugiu bem da característica do grupo. Mas é sempre bom ouvir nuances diferentes em um CD.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

A Aclamada Saga Profética de Russell S. Doughten Jr.

2/19/2019 01:45:00 PM 2
A Aclamada Saga Profética de Russell S. Doughten Jr.
Se você cresceu em uma casa que assistia muitos filmes cristãos ou teve uma locadora cristã perto de você, provavelmente conhece ou assistia essa saga do arrebatamento no livro de Apocalipse da Bíblia. Bom, eu assisti na infância e me deixou um pouco amedrontado e aterrorizado. Anos depois, acabei me tornando fã da saga. Os filmes foram produzidos nos anos 70 e inicio dos anos 80 servindo como ferramentas evangelísticas, destinadas a serem exibidas em igrejas com o objetivo de ganhar almas. Todos eles comandados por Russell S. Doughten Jr., e dirigidos por Donald W. Thompson.

Mas quem foi Russell S. Doughten Jr.? Nascido em 1927, Russell foi um cineasta e produtor americano de inúmeros curtas e filmes cristãos. Seu trabalho cinematográfico é creditado sob inúmeras variações de seu nome: com ou sem o "Jr." sufixo ou inicial do meio, e às vezes usando o informal "Russ" em vez de "Russell". Quase todos os seus filmes cristãos foram filmados em vários locais em seu estado natal de Iowa.

Com o desejo de produzir filmes dramáticos, ele foi para Iowa em 1964 e arrecadou dinheiro para criar uma nova produtora de filmes chamada Heartland Productions. Esta nova empresa produziu "The Hostage" e "Fever Heat" e passou a gerenciar uma série de teatros em Iowa. Em 1972, Russ formou uma nova empresa Mark IV Pictures com Donald Thompson, que escreveu e produziu o filme evangélico cristão "A Thief in the Night", que estreou em março de 1973. "Um ladrão na noite" título no Brasil é o mais visto filme do evangelho no mundo e trouxe milhões para conhecer Jesus Cristo como seu salvador. Russell através da Heartland Productions e Mark IV Pictures passou a se envolver com a escrita, produção e direção de mais 18 filmes cristãos evangelísticos, incluindo mais 3 na série de profecias iniciada por "Um ladrão na noite", "A Grande Tormenta", "Imagem da Besta "e" Agonia do Planeta". 

Agora comento sobre os quatro filmes:

A Aclamada Saga Profética de Russell S. Doughten Jr. 

1. Um Ladrão na Noite (A Thief in the Night, 1972):

Prelúdio do que está por vir. Acompanhamos os últimos dias/meses/anos (não há noção de tempo) antes do Arrebatamento descrito na Bíblia. O filme é curto, com menos de uma hora de duração, nos apresenta os personagens, tanto cristãos quanto ateus.

A trama tem início quando um grupo de amigas ouvem um garoto falar sobre o apocalipse. Narra a vida de Patty (interpretada por Patty Dunning), uma jovem comum que vive sem se preocupar muito com o futuro. Patty conhece um rapaz, casa-se com ele e a vida parece ótima, até que um dia quando ela acorda não encontra o esposo em lugar nenhum e o rádio anuncia o desaparecimento misterioso de milhares de pessoas. Quando acontecimentos dramáticos começam a ocorrer à sua volta, Patty percebe que ela está vivendo os tempos do fim, aos quais a Bíblia se refere.

A trama tem início quando um grupo de amigas ouvem um garoto falar sobre o apocalipse. A garota, que é ateia, acaba se convertendo e tenta chamar suas amigas pra Jesus, mas elas parecem recusar. Por ser curto, o filme não vai muito além, com uma ou outra coisa a mais na história e terminando com os primeiros segundos do arrebatamento. O filme também explica passagens do livro de Apocalipse. E temos alguns questionamentos de ateus e falsos pastores que são explorados no filme.

Este foi o primeiro filme de uma aclamada saga sobre o Apocalipse, que foi produzida no final dos anos 70. Apesar da série ter sido lançada há vários anos é mais atual do que nunca, por se tratar de um assunto tão eminente que é a volta de Cristo, e como os que "ficarem para trás" farão aqui na Terra.


2. A Grande Tormenta (A Distant Thunder, 1978)

Continua de onde o anterior parou, mas em forma de flashback. Narrando os acontecimentos da vida de Patty (mais uma vez interpretada por Patty Dunning), uma jovem que vive os "tempos do fim", dos quais a Bíblia fala e a fuga de Patty do novo regime, cada vez mais hostil. Patty então, capturada após uma perseguição implacável, tem que escolher: receber a marca da besta ou enfrentar a morte.

A história aqui já se passou um tempo desde o arrebatamento e mostra que as pessoas estão sendo obrigadas a implantar a marca da besta. Caso a pessoa não queira, é morta pelo governo. Enquanto os personagens estão esperando seu suposto fim, a personagem do filme anterior relembra o que aconteceu depois do arrebatamento e como ela foi parar ali.

As profecias continuam se cumprindo e a chegada do Anticristo é avisada, enquanto os cristãos começam a se refugiarem em diversos locais. Acompanhamos um grupo de amigas tentando sobreviver a esse novo mundo onde é preciso da marca pra comprar alimentos. Os questionamentos de 'ateus' retornam no filme, já que uma personagem não consegue aceitar tudo o que está acontecendo. Na verdade, de alguém que ainda tem dúvidas se se torna cristã ou não.

Em relação ao anterior, o filme dá uma melhorada significativa e é o meu favorita da saga. Apresenta alguns novos personagens, alguns antigos estão de volta. Como disse, a história continua, coisas vão acontecendo, os cristãos estão sendo perseguidos: ou se marcam ou morrem. Assim como o anterior, tem um encerramento brusco. E temos novamente explicações de passagens do livro de Apocalipse.


3. A Imagem da Besta (Image of the Beast, 1980)

O terceiro filme da série. Como será a grande tribulação revelada no livro do Apocalipse? O Anticristo agora governa o mundo com mão de ferro, impondo a todos a sua marca. Este filme nos mostra o que poderá acontecer aos que não se submeterem a esse novo governo. Mostrando mais uma vez a luta de um grupo de cristãos pela sobrevivência e defesa da fé, na esperança do cumprimento da palavra de Deus.

O filme começa com uma cena curta qualquer e então retorna para onde o anterior parou, dando prosseguimento a cena interrompida. Aqui temos o encerramento desse arco e o início de outro. Tudo está conectado.

Agora somos apresentados aos novos personagens, dessa vez com homem, mulher e criança. Eles são cristãos e estão buscando meios de burlar o sistema da marca, tendo de fugir do exército e de todos aqueles que os querem com a marca. Alguns personagens antigos retornam, afinal, são importantes na história. Só soa meio forçado o fato de alguns se conhecerem. Apresenta um personagem novo, ele encontra um antigo e pronto, já se conheciam. Sempre acontece isso com pelo menos alguém.

Dessa vez o Anticristo está começando a tomar posse do mundo e as coisas estão ficando cada vez mais complicadas, ainda mais quando o exército descobre que os cristãos refugiados estão burlando o sistema e tentando derrubá-los. Acompanhamos esses novos personagens fazendo de tudo pra sobreviver e fugir, conhecendo cristãos, ateus e satanistas no caminho.

Assim como o anterior, o filme também não escapa do encerramento brusco, embora não seja tão brusco como o anterior. Mais uma vez temos explicações de passagens do livro de Apocalipse para identificar cenas do filme.


4. Agonia do Planeta (The Prodigal Planet, 1983)

O último e mais esperado filme da série profética que começou com "Um ladrão na Noite", nos traz a dura realidade do Apocalipse. Numa época em que o mundo está devastado pelo holocausto nuclear e a perseguição aos cristãos se intensifica, a esperança surge quando David Michael (interpretado por William Wellman Jr.) escapa do domínio da UNITE com um segredo, que contribuirá para o declínio do império do Anticristo. Mostrando a decadência do governo do mal e suas consequências para o nosso mundo, num clima de muita ação e suspense.

Como o anterior, começa com uma cena curta qualquer e então, como as continuações, retorna para a cena de onde o anterior parou, dando prosseguimento a ela. Dessa vez é o fim de tudo. Agora são pouco mais de duas horas de filme, o mais longo.

O mundo está devastado, falta alimento, água e o calor está insuportável. O Anticristo já governa a Terra e restaram poucos cristãos, já que a maioria foi morta. Novamente temos novos personagens na trama, mas também o retorno de alguns antigos. Acompanhamos o personagem do anterior com seus novos amigos, dessa vez equipados contra o exército. Eles possuem um carro com um computador conectado direto a central e buscam chegar ao local descrito num código que precisam descriptografar, que os levarão até o local onde estão um grupo de cristãos refugiados. Mais uma vez há questionamentos de ateus durante o filme, mais que os outros até, já que uma das personagens insiste em não crer.

No filme há um acréscimo de cenas de ação mais que os anteriores, que se focavam mais no drama que era do cristão sobreviver a esse mundo satânico. Mas como já tava tudo acabado e o mundo poderia terminar a qualquer momento, decidiram fazer a história final da humanidade. Enfim, faz um bom fechamento da sequência.

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Russell Doughten apareceu em todos os quatro filmes como o reverendo Matthew Turner, um sobrevivente que tinha um conhecimento elaborado dos eventos do Fim dos Tempos, mas não acreditava plenamente na Bíblia até depois do arrebatamento, mesmo não aceitando a Cristo como seu salvador. Com seu cabelo longo e grisalho, geralmente usado em um rabo de cavalo e barba desarrumada, ele não parecia ser parte do estereotipado cristão fundamentalista.

Embora os filmes fossem claramente feitos com um orçamento baixíssimo, e as vestimentas datadas dos anos 70 mostradas nos primeiros filmes proporcionam diversão não intencional hoje, não há como negar a influência da série entre os fundamentalistas cristãos. Diz-se que Um Ladrão na Noite foi um dos filmes evangélicos mais visto no mundo e influenciou muitas conversões ao cristianismo protestante.

Os escritores Tim LaHaye e Jerry B. Jenkins citam os filmes de Russell como sendo a principal influência para sua série de livros e filmes Left Behind (Deixados Para Trás, título no Brasil). Os filmes de Russell Doughten são frequentemente exibidos nas igrejas e nas emissoras de televisão cristãs até hoje.

Russell também fundou uma empresa sem fins lucrativos, a Mustard Seed International, para criar traduções dos seus filmes cristãos para que eles pudessem ser usados ​​por missionários em todo o mundo. Essa empresa também produziu um seminário "Share Your Faith" para ajudar a treinar os cristãos a compartilhar sua fé. Este seminário foi apresentado ao vivo nos EUA e em outros países, incluindo a Irlanda e a Índia, e também foi disponível em vídeo. No Brasil muitos filmes de Russell foram dublados em português e distribuídos pela BV Films, uma das maiores distribuidoras de filmes evangélicos do país, tendo como dono Claúdio Rodrigues

Russell S. Doughten Jr. 

Infelizmente, Russell Doughten faleceu em 2013 em sua casa, cumprindo sua missão de espalhar as boas novas do evangelho e trazer mais pessoas para reconhecer Jesus Cristo como Salvador. 

Enfim, cada filme da série do apocalipse é independente, mas é mais recomendado assistir toda a saga, para ter um entendimento completo de toda a história, que possui uma mensagem poderosa e que consegue impactar a todos que assistem. E apesar de ser muito antiga, consegue passar realismo, além de abordar temas até hoje bem atuais e que estamos vivenciando a cada dia mais.

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Na Minha Playlist #206: The Sundays - Life Goes On

2/16/2019 03:37:00 PM 3
Na Minha Playlist #206: The Sundays - Life Goes On
Os dias estão passando rápido e tem acontecido tanta coisa. Para esse sábado a tarde decidi ouvir um pouco de The Sundays e ''Life Goes On'' é uma delas. Um ótimo som e que vocês vão gostar também.

The Sundays foi uma banda britânica de 'dream pop' (uma mistura de pop rock com um pegada alternativa), foi formada em 1987 em Londres, Inglaterra pela vocalista e compositora Harriet Wheeler e David Gavurin. De 1987 a 1997, o grupo lançou três álbuns muito bem recebidos pela crítica e pelo público.

The Sundays

Há muitas explicações pro sucesso ter se confirmado. Desde a beleza de Harriet Wheeler, uma moreninha de cabelos cuidadosamente desleixados e olhos cristalinos, com sua voz que ganhou elogios superlativos (“um canto oscilante, travesso, e cheio de imprevistos, com flashes perversos da ternura”), até a suavidade das canções, passando por letras irônicas sobre a pouca habilidade de lidar com os relacionamentos amorosos e a juventude, tudo era genuinamente atrativo – e não só pros ingleses, provavelmente os únicos que poderiam compreender aquelas letras repletas de brincadeiras com o próprio país.

A canção ''Life Goes On'' (A Vida Continua) traz uma letra envolvente e uma melodia que traz uma calmaria. Faz parte do álbum ''Cry'' que está disponível pelo Spotify. Ouça!


Aproveitem. Um ótimo final de semana a todos!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Old Is Cool #32: Boots Randolph - The Happy Whistler

2/13/2019 02:05:00 PM 2
Old Is Cool #32: Boots Randolph - The Happy Whistler
Semana vai passando e quantos problemas para se resolver, né? As vezes só precisamos respirar fundo e resolver eles um por um, sem estresse e sem descontrole, cada coisa em seu tempo. Pra isso trouxe ao Old is Cool ''The Happy Whistler'' por Boots Randolph para da uma tranquilizada nos ânimos. Pelo menos funciona comigo. Bom, vamos lá!

Boots Randolph

O saxofonista Boots Randolph foi conhecido como compositor do tema principal da série de humor britânica "The Benny Hill Show", e que colaborou com artistas como Elvis Presley e Johnny Cash. Foi considerado um dos maiores músicos de estúdio dos Estados Unidos.

Como músico de estúdio, tocou na gravação de temas como "Return to sender", de Elvis Presley; "Oh pretty woman", de Roy Orbison; e "Rockin' round the Christmas tree", de Brenda Lee. Outros artistas de renome com quem trabalhou foram Johnny Cash, como já citado e Buddy Holly.

Desde que passei a conhecer o saxofonista Boots Randolph o seu som me agradou muito. Ele teve o seu maior sucesso em 1963 com "Yakety Sax", inspirado no hit de 1958 do conjunto The Coasters "Yakety Yak". Mas eu decidi compartilhar ''The Happy Whistler'' por ter sido o primeiro que ouvi dele e desde então comecei a ouvir outras.

The Happy Whistler (tradução ''O Feliz Assobiador'') fez parte do álbum Boots Randolph's Yakety Sax, lançado em 1960. Originalmente é uma canção de Don Robertson que alcançou grande sucesso nas paradas dos EUA e do Reino Unido desde que foi lançada em 1956. Nessa versão de Boots Randolph a canção ganhou um estilo no ritmo de jazz e pop. Ouça!


Curtiram? Até o próximo Old is Cool!

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

O Que Há de Novo em Séries #17 – Suits

2/12/2019 03:27:00 PM 4
O Que Há de Novo em Séries #17 – Suits
Séries sobre o cotidiano das firmas de advocacia é o que não faltam. Temos as saudosas  Ally McBeal e Boston Legal, as engraçadas Franklin & Bash e Drop Dead Diva e a excelente comentada recentemente no post anterior The Good Wife. Então, dentre todas essas séries, porque assistir mais uma dentro desse universo? Porque Suits sabe manter bem esse tema e ter seu próprio estilo ao mesmo tempo e é quem ocupa o O Que Há de Novo em Séries dessa semana.

A história se ambienta basicamente na firma Pearson & Hardman, em Nova York, e foca nos personagens Harvey Specter e Mike Ross. Harvey é o típico narcisista, arrogante, que sabe que é o melhor no que faz e que prefere trabalhar sozinho. Quando ele se torna sócio sênior da empresa, ele é obrigado pela sua chefe – Jessica Pearson – a trazer um nosso associado para a empresa. Só existe uma recomendação: o associado deve ser de Harvard.

É aí que entra Mike Ross, que não foi estudante de Direito nem de Harvard e nem de nenhuma outra faculdade. Em contrapartida, tem memória eidética, ou seja, ele recorda tudo que lê. Sua vida se resume em cuidar da sua avó, que está em uma casa de repouso, fazer provas de vestibular no lugar de outras pessoas para conseguir dinheiro e fumar maconha com seu melhor amigo Trevor. E é a partir desse que os caminhos de Harvey e Mike se cruzam.

O encontro dos dois no dia em que Harvey estava entrevistando os candidatos foi quase obra do destino. Mike precisava de dinheiro com urgência para o tratamento da avó dele e, para isso, resolveu participar de um dos esquemas que Trevor sempre lhe oferecia. Parecia simples, era só entregar uma maleta com maconha e receber dinheiro em troca. O que ele não sabia – e nem Trevor, no início – é que esse trabalho era uma armação e ele quase foi pego pela polícia. Mas chegou até Harvey e depois de um primeiro momento tenso e de uma conversa honesta, Harvey percebe que tinha encontrado ali o associado que precisava. E a partir dali começava a parceria que é a base da série.

Entre citações de falas de filmes, ironias, muitas vitórias e tentar guardar o segredo do Mike, a relação dos dois vai se aprofundando e eles passam de chefe x empregado, para mentor x aprendiz, até que eles passam a ser amigos também. A química entre os atores deu muito certo e isso passa para os personagens, você vê a veracidade daquela relação.

Suits

Aliás, química é uma das palavras-chave de Suits e não está presente só nos protagonistas, os outros personagens são tudo menos secundários. Jessica Pearson é uma das sócias majoritárias da empresa e está sempre atenta a todos os detalhes, comandando tudo de forma atenta. É uma mulher forte, decidida, mas que toma decisões que nem sempre são populares entres os seus subordinados. Louis Litt é o cara que você adora odiar. Ele é um anti-herói tão carismático que mesmo quando ele faz as coisas mais absurdas, você não consegue ter raiva dele. E se até o Harvey perdoa ele, acho que a gente pode fazer o mesmo. Para finalizar, temos Donna Paulsen, a super secretária/confidente/parceira/pessoa que resolve a vida toda do Harvey. Inteligente, sagaz e leal, Donna está sempre ali para ajudar no que for preciso e fazer os melhores comentários sarcásticos. Tem também a Rachel Zane, que é a assistente da firma que sonha em ser advogada e é o interesse amoroso do Mike. Apesar da boa química (olha ela aí de novo) entre os dois, acho que a personagem é totalmente ofuscada pelos outros personagens.

Um ponto bem interessante sobre Suits é que não existe um grande “vilão” na série. Óbvio que vão aparecer personagens anti-éticos no decorrer da série e que estão prontos a cometer qualquer coisa, por mais prejudicial e ilegal que seja, para conseguir o que querem. Mas até esses personagens tem seu lado humano, seu lado melhor. E, inclusive a dupla principal, tem uma série de erros e acertos o tempo inteiro. Ninguém ali é totalmente inocente ou culpado, você vai questionar as ações até dos seus personagens favoritos em algum momento. Ao longo de suas temporadas, Suits teve seus altos e baixos, mas a boa audiência e os fãs dedicados mostraram que a série seguiu um bom rumo. Recomendo.

A série está disponível no catálogo da Netflix Brasil;